domingo, 13 de dezembro de 2009
Cidade e Soluções avalia as causas da poluição sonora
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Especialistas desenvolvem técnicas para diminuir dores na coluna
Mais de 94% da população mundial está exposta a fumo passivo-OMS
Mais de 94% da população mundial está exposta a fumo passivo-OMS
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Por Kate Kelland
LONDRES (Reuters) - Mais de 94 por cento da população mundial não está legalmente protegida contra o fumo, ficando assim exposta à principal causa evitável de mortes, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na quarta-feira.
Em seu relatório sobre a Epidemia Global do Tabaco, a OMS disse que políticas antifumo são cruciais para reduzir o dano causado pelo fumo passivo, que estaria matando prematuramente 600 mil pessoas por ano, além de causar doenças incapacitantes e prejuízos de dezenas de bilhões de dólares.
O relatório, no entanto, aponta alguns progressos. Em 2008, cerca de 154 milhões de pessoas (2,3 por cento do total mundial) foram beneficiadas por novas leis antifumo. Mas os governos ainda precisam agir com rapidez para evitar muitas outras mortes.
"O fato de mais de 94 por cento das pessoas continuarem desprotegidas por leis antifumo abrangentes mostra que é preciso muito mais trabalho", disse Ala Alwan, especialista da OMS em doenças não-transmissíveis.
Há provas científicas irrefutáveis de que a exposição à fumaça de cigarros causa morte e doenças graves. Nas últimas quatro décadas, a prevalência de fumantes caiu em países ricos, mas vem crescendo em grande parte do mundo em desenvolvimento.
A OMS disse que em 2008 sete países --Colômbia, Djibuti, Guatemala, Maurício, Panamá, Turquia e Zâmbia-- adotaram leis abrangentes contra o fumo, elevando a 17 o total de países com tal legislação.
O tabagismo mata mais de 5 milhões de pessoas por ano no mundo. Em agosto, a Fundação Mundial do Pulmão estimou que o fumo possa matar 1 bilhão de pessoas neste século.
"A não ser que uma ação urgente seja tomada para controlar a epidemia tabagista, o número anual de mortes pode subir para 8 milhões até 2030", disse o relatório da OMS. "Mais de 80 por cento dessas mortes prematuras ocorreriam em países de renda baixa e média - em outras palavras, precisamente onde é mais difícil evitar e arcar com tais perdas tremendas."
A OMS apontou uma enorme carência de verbas nos esforços contra o tabagismo - para cada 173 dólares recolhidos em impostos sobre o tabaco, só 1 dólar é gasto em medidas para tentar ajudar a população a parar de fumar.
Os avanços na proibição da propaganda e na taxação de cigarros pararam, disse o relatório, e 95 por cento das pessoas vivem em lugares onde o imposto representa menos de 75 por cento do preço de varejo do produto.
A OMS conclamou os governos a implementarem as regras da sua convenção-quadro sobre o controle do tabagismo, assinada por 170 países.
Essa convenção prevê medidas para evitar o consumo direto de cigarros e o fumo passivo, para oferecer apoio a quem quiser deixar o hábito, para proibir a publicidade e para elevar impostos sobre o tabaco.
No momento, menos de 10 por cento da população mundial está coberta por alguma dessas medidas, segundo a OMS.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Três americanos dividem o Prêmio Nobel de Medicina
ESTOCOLMO - Os americanos Elizabeth H. Blackburn, Carol Greider e Jack W. Szostak são os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina 2009, por suas descobertas sobre o envelhecimento das células e sua relação com o câncer.Segundo informou nesta segunda-feira, 5, o Instituto Karolinska de Estocolmo, os três cientistas foram escolhidos por terem revelado como os cromossomos estão protegidos pelos telômeros e pela enzima telomerase.
Os especialistas em biologia molecular e genética descobriram que os telômeros e uma enzima, a telomerase, desempenham um papel crucial na divisão e no envelhecimento das células.
Em cada divisão celular, os telômeros, as partes mais externas de um cromossomo, formam um anel protetor que vai diminuindo a medida que a mitose avança.
Este anel vai perdendo progressivamente sua espessura até o ponto que já não pode proteger a célula, e esta para de se dividir ou morre.
Aí entra em jogo a enzima telomerase, que contribui para evitar que os telômeros percam tamanho, no que se converte em uma espécie de fonte da juventude das células.
Este processo tem efeitos positivos para as células "boas", porém negativo para as "más".
Ao evitar a morte das células, inclusive as cancerígenas, pode-se dizer que ele estimula o crescimento dos tumores.
O Estado de S. Paulo
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Atividade física bem orientada pode aumentar autonomia de idosos, diz professor Alex Rodrigues
“Independentemente da idade, qualquer pessoa pode fazer atividade física. Basta adequar o exercício à idade e às particularidades fisiológicas de cada um. Para isso, o ideal é procurar um profissional que saiba ajustar o exercício às dificuldades pessoais”, disse Tolentino.
Segundo o professor, pesquisa recente revelou que pessoas que começaram a praticar exercícios aos 90 anos de idade obtiveram benefícios semelhantes a outras mais jovens. Ele explicou que isso ocorre porque, grosso modo, a capacidade do organismo de um idoso sedentário se beneficiar da prática esportiva é comparativamente maior que a de um adolescente que já faz alguma atividade física ou tem uma vida social intensa.
“Quanto mais sedentário ou destreinado um indivíduo estiver, mas benefícios ele pode ter, já que qualquer coisa que ele fizer, desde que bem orientado, resultará em uma melhora da freqüência cardíaca, vai trabalhar o músculo e por aí vai”, garantiu.
Além disso, o professor sustenta que no caso de idosos, os benefícios da atividade física vão além dos observados em pessoas mais jovens. Segundo Tolentino, além da sensação de bem-estar, o ganho de força muscular e flexibilidade podem contribuir para que os mais velhos vivam com maior segurança e autonomia.
“Hoje, por causa da ociosidade, muita gente chega à velhice com a capacidade funcional reduzida. Muitos acabam adquirindo doenças crônico-degenerativas que podiam ser evitadas, como diabetes ou hipertensão. Com as limitações, os idosos passam inclusive a ficar mais vulneráveis a quedas”, explica o professor. “Com a atividade física, a pessoa tem uma melhora das funções necessárias à vida diária, seja para subir escadas ou até mesmo para caminhar. O trabalho com o idoso também é muito eficiente para corrigir problemas posturais”.
Como para qualquer um que queira começar a se exercitar, Tolentino recomenda que primeiro é necessário procurar um médico e fazer um exame cardiológico. No caso dos atletas da terceira idade, o professor também aconselha a consulta a um ortopedista, já que doenças como osteoporose ou artrite podem exigir cuidados extras. Na hora de escolher a academia ou um professor particular, deve ser dada preferência a profissionais especializados no atendimento a grupos especiais.
Para quem não pode ou não quer gastar dinheiro, a dica é procurar um espaço público reservado à prática de atividades físicas. Onde eles não existirem, cabe lembrar que o Estatuto de Idoso, que hoje está completa seis anos, estabelece que é obrigação do Estado e da sociedade assegurar aos idosos a prática de esportes e diversão.
De acordo com Acácio Tolentino, nos últimos anos, não só a iniciativa privada, mas também os governos começaram a criar oportunidades para que os mais velhos possam se exercitar. Para ele, o que ainda não há em quantidade apropriada são profissionais habilitados a trabalhar com esse público.
“Embora já tenha melhorado muito em comparação a alguns anos, a situação ainda é precária [para quem não pode pagar profissionais qualificados] se pensarmos no número de idosos existentes. E também não adianta ter uma academia se não há ninguém para orientar. Acredito que falta os governos contratarem mais professores de educação física para trabalhar nos espaços públicos que estão sendo criados. Senão é como inaugurar um hospital sem ter médicos”, acrescentou.
Agência Brasil
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Antibióticos para tratar inflamação na próstata podem mascarar câncer
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Vírus pode ser causa de câncer de próstata, diz estudo

WASHINGTON (Reuters) - Um vírus conhecido por causar leucemia e tumores em animais e encontrado em alguns tumores de próstata pode ser uma causa do câncer de próstata, disseram pesquisadores norte-americanos nesta segunda-feira.
Eles encontraram o vírus da leucemia murina xenotrópica, ou XMRV, em 27 por cento dos tumores de próstata em humanos analisados, especialmente tumores agressivos.
As descobertas, relatadas em publicação da Academia Nacional de Ciências, podem proporcionar maneiras de se identificar melhor os tumores de próstata perigosos e fabricar drogas ou vacinas para tratar e até prevenir o câncer de próstata.
"Nossa análise de 233 casos de câncer de próstata e 101 casos benignos mostrou uma associação da infecção por XMRV com o câncer de próstata, especialmente com tumores mais agressivos", escreveu a equipe da Dra. Ila Singh, das Universidades de Utah e Columbia em Nova York.
Recentemente se descobriu que os vírus causam alguns tipos de câncer, notadamente o papilomavírus ou HPV que causa câncer cervical e alguns casos de cânceres peniano, anal, da cabeça e do pescoço.
Alguns laboratórios fabricam vacinas para evitar infecções de HPV.
O mercado de vacinas para prevenir o câncer de próstata ou para aprimorar medicamentos para tratá-lo pode ser enorme.
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens depois do câncer de pulmão e mata 254 mil homens por ano em todo o mundo.