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quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Junk food" pode viciar tanto quanto drogas, diz estudo

"Junk food" pode viciar tanto quanto drogas, diz estudo
da BBC Brasil

Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.
A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que como o vício em drogas, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.
O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.
Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.
"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.
O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.
A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal "Nature Neuroscience".

Sapateado exercita músculos e aperfeiçoa a coordenação motora



DANIELA TALAMONI


Colaboração da a Folha


O sapateado voltou à cena e, por aqui, vem atraindo uma nova geração de interessados. Esse tipo de expressão ganhou um empurrão extra com a atual invasão dos palcos brasileiros por musicais como "Hairspray" e "Cats".
Felizmente, não é preciso ser um bailarino ou saber atuar para arriscar uns passos. Melhor ainda: sapatear é uma forma gostosa de fazer exercício e aliviar o estresse.
De acordo com a bailarina, coreógrafa, musicista e cantora Christiane Matallo, de Campinas (interior de SP), o sapateado faz muito bem à saúde e é recomendado para pessoas de qualquer tipo físico.
Filipe Redondo/Folha Imagem
Aula de sapateado em escola de dança no Jardim Paulista
Ela viaja para São Paulo toda quarta-feira para preparar profissionais no Kika Tap Center para musicais, mas também dá aulas para leigos. Para a professora, a tentativa de acompanhar o ritmo e a melodia das músicas com os movimentos dos pés --batendo as pontas do calçado, o calcanhar ou a sola inteira no chão- exige uma postura corporal que acaba trabalhando várias regiões musculares, até os braços, que acompanham cada passo.
Para as mulheres que lutam por um abdômen sequinho e pernas torneadas, o sapateado pode funcionar como uma boa aula de musculação. "Para executar os pequenos saltos, com um pé e depois o outro ou com os dois pés juntos, há uma transferência de peso que exercita pernas, coxas e panturrilha. Além disso, a região abdominal precisa estar enrijecida para garantir o equilíbrio", enumera Matallo.
"Sapatear é como caminhar, por isso tonifica tantos músculos e, ainda, como toda atividade, estimula a liberação de substâncias que proporcionam sensação de prazer e bem-estar, como as endorfinas", acrescenta o dançarino e coreógrafo Felipe Galganni, professor na Escola de Atores Wolf Maya e no Estúdio de Dança Promenade, em São Paulo.
Depois de aprender os passos básicos, sapatear sem sair do tom vira um desafio divertido para o cérebro. Afinal, os alunos dançam e, com o vaivém dos sapatos especialmente preparados para emitirem um som, "tocam" um instrumento de percussão ao mesmo tempo.
"Tanto que aquelas pessoas que estudam música têm mais facilidade para aprender os passos", diz Matallo.
Isso não significa, porém, que a falta de coordenação motora --a principal dificuldade apontada pelos alunos- impeça a participação nas aulas.
"Pelo contrário. É possível melhorar a coordenação e até desenvolver um ouvido mais "musical" com as aulas de sapateado", diz Galganni.
Antes de se sentir um dançarino da Broadway e sair sapateando por aí, porém, alguns cuidados são fundamentais. A compra do sapato é, literalmente, o primeiro passo e requer uma escolha cuidadosa.
"Os sapatos ideais devem ser adquiridos em lojas especializadas e possuem duas placas de alumínio na sola, uma na região da ponta dos dedos e outra no calcanhar. Eles podem custar na faixa de R$ 90 a R$ 160", explica Matallo.
Outro cuidado a ser tomado é com o professor e o local onde serão feitas as aulas. "Procure um profissional especializado na técnica e só estúdios que tenham salas especiais com acústica ideal para emitir o som perfeito dos passos e piso de madeira com revestimento para amortecer o impacto das pisadas", ensina Galganni.
Para a ortopedista Cibele Réssio, da Universidade Federal de São Paulo, os cuidados devem ir além. "Os movimentos repetitivos podem causar tendinite", explica.
Os riscos, alerta a médica, são os mesmos aos quais uma mulher sedentária e que usa salto alto todos os dias está sujeita e não devem ser obstáculo para quem deseja se exercitar na prática. "O aluno só deve procurar um especialista ao primeiro sinal de dor, cãibras, dormência ou inchaço", diz.
A atividade é contraindicada para quem tem problemas ortopédicos, como artrose de joelho, e crianças. "O ideal para começar é por volta dos 15 anos, quando geralmente o esqueleto já está formado", diz Réssio.
Depois disso, é só se jogar e dançar muito, para buscar sapatear algum dia com um estilo próprio, como os grandes sapateadores da história.

Alteração de atividade cerebral modifica julgamento moral, diz estudo



Damian Dovarganes -1º.dez.08/AP


da France Presse, em Washington


O julgamento moral das pessoas pode ser alterado, a partir da afetação no funcionamento de uma parte do cérebro, revela um estudo publicado na edição da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" desta semana.


Cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) interromperam a atividade na junção temporo-parietal, uma área do cérebro situada acima e atrás do ouvido direito, e que é normalmente ativada quando pensamos no resultado futuro de um ato em particular.


Julgamento moral das pessoas pode ser alterado, a partir da afetação no funcionamento de parte do cérebro, revela estudo


Os pesquisadores usaram um campo magnético aplicado no couro cabeludo para produzir uma corrente nesta área do cérebro, e pediram aos voluntários da pesquisa para que lessem uma série de situações relativas a questões morais.
Café envenenado
Em uma delas, uma pessoa chamada Grace e uma amiga dela visitam uma indústria química, quando Grace para em frente à máquina de café.
A amiga pede que Grace leve café com açúcar para ela. Um recipiente ao lado da máquina de café, com a inscrição "tóxico", contém açúcar comum --mas Grace não sabe disso. Na verdade, ela acredita que o pó branco no recipiente é uma substância tóxica, mas mesmo assim a coloca no café que levará à amiga. Apesar disso, a amiga não sofre qualquer problema de saúde porque o pó de fato era açúcar.
Os cientistas, então, pediram aos voluntários que avaliassem, numa escala de um a sete --sendo um "absolutamente proibido" e sete, "absolutamente permitido"--, quando julgassem o que Grace e outros protagonistas das situações expostas fizeram era moralmente aceitável.
Maniqueísmo
Dois experimentos foram conduzidos. No primeiro, pediu-se aos participantes que julgassem os personagens da situação após sua junção temporo-parietal ter sido afetada por pulsos magnéticos durante 25 minutos.
No segundo, pediu-se que fizessem seus julgamentos enquanto submetidos a impulsos muito curtos de interferência magnética.
Em ambos os experimentos, a alteração da atividade neurológica normal na junção temporo-parietal direita desativou o mecanismo de julgamento moral das pessoas relativo às crenças dos protagonistas.
Com a junção temporo-parietal alterada, os voluntários se mostraram mais propensos a considerar moralmente aceitáveis tentativas frustradas de causar mal a outra pessoa do que os voluntários do grupo de controle cujo cérebro não foi estimulado.
"Quando a atividade na jução temporo-parietal é alterada, os julgamentos morais dos voluntários se inclinam para uma 'mentalidade [do tipo] sem prejuízo, sem falta'" --ainda que os participantes tenham atribuído a personagens como Grace a menção de 'proibido' por acreditarem que suas ações poderiam causar mal, destacou o estudo.

Manter-se ativo é receita de qualidade de vida; leia artigo

RICARDO MUNIR NAHAS
especial para a Folha de S.Paulo

A única certeza que temos na vida, e pela qual lutamos durante toda ela, é o envelhecimento, pois, quem o conhece, conheceu a vida.

Esse longo processo traz transformações físicas, sociais e intelectuais as mais variadas e, de todas, a progressiva perda da capacidade de realizar tarefas talvez seja a mais evidente.
As alterações fisiológicas que ocorrem com o envelhecimento são bastante estudadas e bem compreendidas. Sabe-se que a partir dos 30 anos, principalmente, começamos a perder qualidade em nossas capacidades físicas básicas, processo esse irreversível.

Assim, nos tornaremos menos velozes, resistentes, flexíveis, fortes, sem equilíbrio e mais descoordenados, condições que tornam tarefas simples de antigamente em fardos difíceis de serem carregados. Seria esse o fim da linha? Seguramente não.

Atualmente, a ciência moderna vem mostrando que todo esse processo, embora irreversível, pode ser minimizado por meio de treinamento específico, a mesma especificidade utilizada para treinar grandes e jovens campeões.

É com o treinamento que devolvemos a coordenação e o equilíbrio, indispensáveis para as mudanças de direção durante os passeios, conquistamos a força necessária para as tarefas do cotidiano, a flexibilidade exigida para adaptar-se às diversas posições, sentado no conforto da poltrona em casa ou no desconforto de uma sala de espera e a resistência para acompanhar as caminhadas daqueles que se julgam mais jovens, mas nem sempre o são.

Todas as qualidades físicas básicas podem e devem ser treinadas em todas as idades, principalmente para aqueles que estimam a liberdade de movimentos.

Manter-se ativo durante toda a vida, e quando a velhice se aproxima, é a receita para uma melhor qualidade de vida. Conseguimos tirar o máximo que o organismo tem a nos oferecer e ele é bastante generoso em sua recompensa, diminuindo a depressão, facilitando o controle de peso, mantendo, e por vezes aumentando, a massa mineral óssea e muscular, entre outros.

Mantendo-se ativo não há porque temer a sucessão dos dias. Manter-se ativo é tirar o máximo daquilo que a vida pode nos oferecer.

RICARDO MUNIR NAHAS é ortopedista e diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte

Conheça os benefícios e malefícios do chocolate

RACHEL BOTELHO

Colaboração para a Folha de S.Paulo

Ele está por a toda parte. A três dias da Páscoa, fileiras de ovos de chocolate se multiplicam nos supermercados e nas doçarias, exigindo muita força de vontade de quem não pode ou não quer sucumbir à tentação.Altamente calórico, o chocolate é o vilão das dietas, mas pode ser consumido com moderação por pessoas saudáveis. Nutritivo, contém vitaminas e sais minerais, além de alto teor de flavonóides --antioxidantes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares-- e de substâncias precursoras da serotonina --responsável pela sensação de prazer e bem-estar.Para esclarecer as principais dúvidas e curiosidades a respeito dessa iguaria, a Folha ouviu 17 profissionais da indústria de chocolate e das áreas de dermatologia, endocrinologia, nutrição, otorrinolaringologia, pediatria e psiquiatria.

1. Chocolate faz bem para a saúde?Alguns estudos, não conclusivos, dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. Ele contém vitaminas --A, B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo. De qualquer modo, por ser altamente calórico, deve ser consumido com moderação inclusive por pessoas saudáveis. O chocolate ao leite e o branco são os menos recomendados, devido às gorduras saturadas presentes no leite.

2. Qual é a quantidade recomendada por dia?A Organização Mundial de Saúde não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.

3. Qual é o mais e o menos calórico?O chocolate amargo e o ao leite têm praticamente as mesmas calorias.

4. O "diet" engorda? E o "light"?Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica. Já os "light" têm menos gordura e, por isso, menos calorias.

5. Quem não deve comer chocolate de jeito nenhum?Pessoas sensíveis podem ter enxaqueca provocada por alergias ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate, além de irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. A tosse pode ocorrer como manifestação alérgica, embora não seja comum. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo, devido ao alto teor de gordura, razão pela qual pessoas com problemas no fígado devem evitá-lo. Estima-se também que de 10% a 15% das pessoas com doenças labirínticas tenham problemas com o metabolismo de açúcar.

6. E as crianças? A partir de que idade o consumo de chocolate é liberado?Ele deve ser desestimulado em qualquer idade, devido ao alto teor de açúcar e gordura. Quanto mais cedo a criança começar a comer chocolate, pior. No primeiro ano de vida, as chances de intolerância à lactose (açúcar encontrado no leite animal) são maiores.

7. Qual o é o efeito dele na pele? Dá espinha? E dos cosméticos à base de chocolate?Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Alguns dermatologistas, no entanto, afirmam que pacientes com propensão à acne relatam piora após a ingestão exagerada de chocolate. Já os efeitos de cosméticos e tratamentos para a pele à base de chocolate, disponíveis desde a Antigüidade, são duvidosos. O óleo do cacau hidrata a pele apenas superficialmente, podendo ser usado em peles ressecadas ou envelhecidas, embora existam produtos mais eficazes.

8. Chocolate pode causar dependência?Sim. Ele contém três substâncias que podem provocá-la: a teobromina, a cafeína e a feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo. Geralmente, o problema afeta os indivíduos angustiados e os ansiosos.

9. Como são os chocolates especiais para pessoas alérgicas à lactose e ao glúten?A maioria dos produtos voltados a pessoas com intolerância à lactose utiliza o leite de soja no lugar do leite de origem animal. Como alternativa, existe o chocolate amargo, que não leva leite na sua composição. Já as pessoas com intolerância ao glúten devem consultar as informações no rótulo do produto para se certificar que o recheio ou os outros ingredientes são livres da substância. Chocolate puro não contém glúten.

10. Por que, ao comê-lo, sentimos melhora de humor e alívio no estresse?Porque ele contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.

11. Chocolate é afrodisíaco?Dessa crença popular, difundida há séculos, o que se sabe é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina e a serotonina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.

12. Se a pessoa concentrar o consumo do ano todo na Páscoa, pode ter uma intoxicação?Ela só vai ocorrer se o chocolate estiver contaminado por alguma toxina. Mas o consumo exagerado pode provocar diarréia.

13. Qual é o prazo de validade de um chocolate? Ele dá algum sinal de que está impróprio para o consumo?Em seis meses, ele começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor excessivo, a sua gordura sobe à superfície: o chocolate fica manchado, mas não significa que está estragado.

14. Por que se diz que os chocolates belgas, franceses, suíços e venezuelanos são tão superiores aos brasileiros?Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.

15. Assim como ocorre com o café e o vinho, as características do chocolate podem variar de acordo com o tipo de solo e de clima?Sim. A quantidade de calor, de umidade, o tipo de solo e a variedade do grão interferem na qualidade do cacau. Assim como acontece com as uvas, uma pequena variação ou um declive do solo pode alterar o aroma, a textura e o sabor do fruto que dará origem ao chocolate. Quando ele é produzido com grãos de uma região específica, é chamado de chocolate de origem. Os grãos cultivados na América costumam ter um sabor mais marcante de frutas, ervas e flores, dependendo da região.

16. Os chocolates com mais cacau são os melhores?O conceito é relativo, já que depende do gosto pessoal. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor. Para um chocolate derreter facilmente na boca, a quantidade de manteiga de cacau é determinante, porque seu ponto de fusão é a temperatura do corpo humano: quando entra em contato com o calor da boca, o chocolate derrete.

17. Por que se presenteia na Páscoa com ovos de chocolate? O costume começou há cerca de 3.000 anos com os chineses, que comemoravam o início da primavera no Hemisfério Norte, oferecendo ovos de pata e galinha pintados em cores fortes. O ritual pagão celebrava a volta à vida, após um inverno rigoroso e os longos meses em que a natureza permanecia coberta de neve. A data coincide com a Páscoa cristã, que marca a ressurreição de Cristo. Com o tempo, o costume se espalhou pelo mundo, e outros materiais substituíram o ovo animal, como a madeira e as pedras. Em meados de 1828, o desenvolvimento da indústria de chocolates na Inglaterra consolidou o produto como matéria-prima nesta época. No Oriente, no entanto, os ovos de chocolate ainda não foram totalmente incorporados à cultura.

QUADROS DE QUE É FEITO O CHOCOLATE

Amargo: massa de cacau (resultado da trituração das favas), manteiga de cacau, açúcar e lecitina de soja (estabilizante usado para tornar a mistura homogênea)Ao leite: adiciona-se leite em pó à massa de cacau, à manteiga de cacau, ao açúcar e à lecitina de sojaBranco: manteiga de cacau, açúcar, lecitina de soja e leite em pó

QUEIME AS CALORIAS

(na esteira ou na piscina, 100 gramas de chocolate ao leiteAndando89 minutos a 5 km/hCorrendo57 minutos a 5 km/hNadando60 minutos de "crawl" em velocidade médiaHidroginástica48 minutos em intensidade média* valores calculados para uma pessoa de 70 kgFonte: RGNutri (consultoria nutricional)OS MAIS CALÓRICOS(calorias/100 gramas)Chocolate crocante 553Chocolate branco 550Chocolate ao leite 540Chocolate amargo 537Fonte: RGNutri (consultoria nutricional)

OS 5 MAIORES CONSUMIDORES MUNDIAIS

(em toneladas/ano)

Estados Unidos - 1,696 milhãoAlemanha - 695 milInglaterra - 641 milRússia - 537 milFrança - 248 milO Brasil encontra-se na sétima posição, com 137 mil toneladasFonte: Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados

OS 5 MENORES CONSUMIDORES MUNDIAIS

(em toneladas/ano)

Cingapura - 4.000Tailândia - 4.000Hong Kong - 6.000Venezuela - 6.000Malásia - 8.000Fonte:

Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados

Cafezinho após o almoço diminui risco de diabetes

JULLIANE SILVEIRAda Folha de S.Paulo
Consumir ao menos uma xícara (125 ml) de café depois do almoço reduz os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, aponta pesquisa desenvolvida por uma nutricionista da USP (Universidade de São Paulo). O trabalho foi publicado na revista "American Journal of Clinical Nutrition".
A pesquisadora usou dados de um estudo francês que acompanha quase 70 mil mulheres com idades entre 41 e 72 anos desde 1990. Para relacionar o consumo de café das voluntárias e a menor incidência de diabetes, comparou dados de 1993 a 2007.
"O consumo de café já foi ligado ao efeito protetor contra o diabetes tipo 2 em outros trabalhos. A diferença desta pesquisa é que relacionamos os horários da ingestão", explica a nutricionista Daniela Sartorelli, professora do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, autora do estudo.
As mulheres que consumiram café após o almoço tiveram risco 34% menor de ter diabetes. A proteção não foi encontrada naquelas que tomaram café em outro momento.
No período estudado, 1.415 participantes desenvolveram a doença. Entre as pacientes que tomaram no mínimo 125 ml de café na hora do almoço, 374 se tornaram diabéticas. O restante delas (1.051) não ingeria a bebida nesse horário ou a consumia em quantidades inferiores.
Versões cafeinadas ou não, com ou sem açúcar apresentaram os mesmos benefícios. "Mas 60% delas consumiam sem açúcar e, quando o adicionavam, era em quantidade bem menor do que aqui no Brasil", ressalta a nutricionista.
Segundo a pesquisadora, apesar de o estudo ter sido realizado somente com mulheres, provavelmente os resultados podem ser extrapolados para os homens, já que outros estudos que relacionaram café e diabetes foram realizadas com ambos os sexos. Ainda não é possível, no entanto, apontar por quais mecanismos a bebida protege contra a doença.
Para Sartorelli, uma possível explicação é a menor absorção de ferro causada pela ingestão da bebida. "Indivíduos com estoque de ferro aumentado têm risco maior de desenvolver diabetes. Esse fator poderia proteger a pessoa, se a maior quantidade de ferro for ingerida no almoço", diz.
Quantidade
Estudos já publicados que relacionaram a menor incidência de mortalidade por diabetes entre bebedores de café apontam que as substâncias presentes na bebida melhoram a sensibilidade do organismo à insulina, hormônio responsável por facilitar a entrada da glicose nas células do corpo.
Essas substâncias também evitam a oxidação das células beta, localizadas no pâncreas, que são responsáveis por produzir o hormônio.
"Os trabalhos já divulgados sugerem que o mais importante é a quantidade de café ingerida, e não o horário de consumo", diz o cardiologista Luiz Antônio Machado César, do InCor (Instituto do Coração), onde pesquisa sobre café e problemas cardiovasculares.
Recomenda-se beber ao menos duas xícaras de 150 ml para obter benefícios. Mas a indicação da bebida para prevenir o diabetes ainda não pode ser usada na prática médica.
"Não creio que o consumo de café, isoladamente, seja capaz de promover benefícios clínicos significantes em termos de impacto populacional", contrapõe Augusto Pimazoni, coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp e do Centro de Diabetes do hospital Oswaldo Cruz.

Exercícios adaptados ajudam a recuperar músculos

FLÁVIA MANTOVANIEditora-assistente do Equilíbrio da Folha de S.Paulo
Um pesquisador da USP (Universidade de São Paulo) conseguiu, com uma técnica simples, fazer com que um portador de uma doença que leva à degeneração dos músculos recuperasse massa muscular.
O idoso estudado tem um problema raro chamado miosite por corpúsculo de inclusão (MCI), que faz com que os músculos percam volume e capacidade de produzir força.
Normalmente, essas pessoas não reagem bem aos exercícios intensos, que geram mais inflamação. Por isso, foram prescritos exercícios leves, mas com um detalhe: foi acoplado à perna do paciente um aparelho de medir pressão, obstruindo parcialmente o fluxo sanguíneo.
"Com essa oclusão, o exercício de baixa intensidade passa a ter o mesmo efeito que um exercício de altíssima intensidade. É uma estratégia para obter os mesmos ganhos com cargas menores", explica o doutor em educação física Bruno Gualano, autor do estudo.
O resultado foi significativo: houve aumento de força, de massa e de função muscular e melhoras na qualidade de vida. Segundo Gualano, não há remédios para a MCI. "É uma doença que não responde a praticamente nada."
Esse tipo de garroteamento é muito difundido no Japão entre praticantes saudáveis de musculação, que desejam obter uma melhor performance. "Agora estamos usando esse conhecimento para buscar benefícios clínicos em algumas doenças que levam à perda de massa muscular e que não suportam exercícios de alta intensidade", afirma Gualano.
Segundo ele, o método poderá ser testado, no futuro, em casos de perda de massa muscular por câncer ou HIV, por exemplo, ou mesmo para melhorar a perda que ocorre normalmente com a idade.
O próximo passo será testar o método em duas outras doenças reumatológicas -polimiosite e dermatomiosite. O trabalho foi publicado na revista "Medicine and Science in Sports and Exercise".

No Dia da Nutrição, Saúde dá 10 dicas de hábitos mais saudáveis

No Dia da Nutrição, Saúde dá 10 dicas de hábitos mais saudáveis

Uma alimentação adequada pode prevenir problemas como hipertensão, colesterol e obesidade

Hoje, 31 de março, é celebrado o Dia da Nutrição e Saúde. Aproveitando a data, a Secretaria de Estado da Saúde preparou 10 importantes dicas de hábitos mais saudáveis, que facilmente incorporados à rotina, podem trazer benefícios significativos ao longo dos anos.

Além de proporcionarem bem-estar, práticas como essas são bastante significativas para evitarem problemas, como aumento da pressão arterial, colesterol, alteração nos níveis de glicose sanguínea e obesidade.

"A alimentação saudável começa com a escolha dos alimentos que você consome. Ela deve incluir produtos capazes de fornecer quantidades adequadas de nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras) ao organismo", afirma Cristiane Kovacs, coordenadora do Ambulatório de Nutrição do Instituto Dante Pazzanese.

Um cardápio equilibrado que contenha frutas, legumes, verduras, aliando-se a uma redução do consumo de frituras, gorduras e produtos industrializados são suficientes, por exemplo, para prevenir obesidade e hipertensão.

Confira abaixo 10 dicas para melhorar sua alimentação usual e criar hábitos que venham evitar futuros problemas de saúde:

1 - Coma grande variedade de alimentos em porções reduzidas;

2 - Consuma no máximo duas gemas de ovos por semana (incluindo preparações que as contenham). Restrinja o consumo de maionese, manteiga, creme de leite, bacon, salame, mortadela e presunto;

3 - Aumente o consumo de fibras, ingerindo frutas, vegetais e leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão de bico). Dê preferência por leites desnatados;

4 - Restrinja o consumo de açúcar e doces;

5 - Use sal com moderação. Alimentos que o contenha devem ser evitados: temperos prontos, shoyo e caldos de carnes. Dê preferência a ervas naturais como condimento;

6 - Evite frituras. Utilize sempre óleos de origem vegetal na preparação dos alimentos: óleo de canola, milho, girassol e soja. O azeite de oliva é indicado para o tempero de saladas. Retire a pele do frango e a gordura aparente das carnes antes do preparo;

7 - Evite o consumo de alimentos embutidos e enlatados: milho, ervilha, salsicha, presunto, salame, palmito, etc;

8 - Dê preferência aos alimentos assados, cozidos, grelhados em substituição as frituras;

9 - Ingira no mínimo 2 litros de água por dia;

10 - Pratique atividade física no mínimo 3 vezes por semana e evite o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros.

Da Secretaria da Saúde