quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Saiba mais sobre os sintomas da depressão
Tristeza, ansiedade, angústia, desânimo. Se você se sente assim, meio para baixo, pode ser depressão. Veja entrevista com Sandra Carvalhais, presidente da associação mineira de psiquiatria.
'Deprê' de fim de ano? Saiba como combater
Especialistas lembram: é hora de abraçar amigos e familiares - e não a tristeza (Getty Images)Natalia Cuminale
Especialistas lembram: é hora de abraçar amigos e familiares - e não a tristeza (Getty Images)
John Lennon iniciou uma canção famosa da sua fase pós-Beatles com o seguinte verso: "Então é Natal / E o que você tem feito?" (Merry Christmans - War Is Over).
"É uma época de cobranças, em que fazemos balanços do que foi conquistado. E isso pode trazer sentimentos de fracasso, baixa autoestima e desesperança", explica Acioly Lacerda, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele acrescenta que constatações clínicas revelam aumento de casos de depressão e tristeza nessa fase do ano. "As Festas podem funcionar como um gatilho para quem tem pré-disposição à depressão", completa o psiquiatra Ricardo Moreno, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Pular sete ondinhas na praia ou comer lentilha podem não resolver toda a questão. Mas os especialistas acreditam que há maneiras de combater a eventual "deprê de fim de ano".
Em primeiro lugar, é aconselhável evitar o rigor excessivo consigo mesmo, além de relativizar os acontecimentos recentes. "Ao invés de fazer uma lista das coisas ruins que ocorreram no ano, enumere as boas", diz Moreno. O segundo passo é lembrar o quanto se é querido pelas pessoas mais próximas - as que realmente importam. Isso ajuda a elevar a autoestima.
Um terceira dica do psiquiatra: as Festas são um momento propício para tentar resolver conflitos com familiares e amigos. "É uma ocasião em que as pessoas estão abertas para ouvir, perdoar e restabelecer vínculos afetivos", diz Moreno. "Esse sentimento gregário é inconsciente, mas é o verdadeiro espírito de Natal."
Os especialistas advertem também que é preciso tomar cuidados ao se olhar para o futuro, para o Ano Novo que chega. Isso vale especialmente para aquelas pessoas que planejam uma "revolução" a cada Réveillon. "Essa data não deve ser encarada como um marco para uma vida nova, pois isso gera um clima de euforia e ansiedade", aconselha Lacerda.
Nesse sentido, é de grande ajuda não estabelecer metas inatingíveis e prazos para a mudança - o que pode criar ambientes favoráveis à depressão. Ou seja, risque da lista de metas a ideia de perder vinte quilos, comprar a casa dos sonhos ou ser promovido a presidente da empresa se não há chances de isso acontecer. "Ter metas é bom, desde que elas sejam alcançáveis. É preciso adequar os desejos às possibilidades", afirma a psicanalista Dorli Kamkhagi, especialista em estudos do envelhecimento.
Por fim, pode-se voltar à canção de Lennon. Logo após o trecho citado na abertura desta reportagem, ele emendou: "Outro ano se encerrou/ E um novo acaba de começar." Ou seja: a despeito de nossos eventuais fracassos passados, uma nova etapa, uma nova oportunidade se abre à nossa frente.
Fonte: Revista VEJA
Depressão pode dobrar o risco de demência
O estudo, realizado pela Universidade de Massachusetts, acompanhou 949 pessoas durante 17 anosPessoas diagnosticadas com depressão têm duas vezes mais chances de desenvolver demência, segundo indicam dois novos estudos publicados no periódico científico americano Neurology. Apesar da descoberta, os pesquisadores deixam claro que não sabem se a depressão pode ser considerada um sintoma da demência ou se é a causa em potencial da doença.
O levantamento, realizado por Jane Saczynski, da Universidade de Massachusetts, acompanhou 949 pessoas durante 17 anos. Os resultados mostraram que 22% daqueles que tiveram depressão desenvolveram demência, comparando com 17% que não apresentaram sintomas depressivos.
“A inflamação do tecido cerebral, que ocorre quando uma pessoa está deprimida, pode contribuir para a demência. Certas proteínas encontradas que aumentam com a depressão também podem ser responsáveis pelo desenvolvimento da doença”, disse Saczynski.
A autora do estudo acrescentou que um estilo de vida com dieta equilibrada e exercícios regulares evita o aparecimento de demência.
Outro estudo, feito com 1.239 americanos, verificou o número de vezes que uma pessoa apresentava a depressão com os riscos de desenvolver demência. Quanto mais frequente as crises de depressão, mais chances a pessoa tem de desenvolver demência. De acordo com os resultados, duas ou mais crises de depressão podem dobrar o risco de demência.
“Os sintomas similares entre demência e depressão podem levar a uma confusão na hora do diagnóstico, mas nós não sabemos se eles estão biologicamente ligados”, disse Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer’s Research Trust.
As pesquisadoras afirmaram que mais estudos são necessários para saber a relação direta entre depressão e demência.
Fonte: Revista VEJA
Ingestão de álcool na gravidez eleva risco de depressão

A média de consumo das grávidas pesquisadas foi de 163,7g de álcool nos nove meses de
O estudo da USP também constatou o predomínio de sintomas depressivos durante a gestação, e não no pós-parto
O consumo de álcool na gravidez está relacionado ao sofrimento psiquiátrico durante e após a gestação. A conclusão é do estudo "Uso de álcool na gestação e sua relação com sintomas depressivos no pós-parto", da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (FMRP).
A psicóloga Poliana Patrício Aliane, autora da pesquisa que analisou um grupo de 177 grávidas, explicou à Agência USP que a ocorrência de depressão em gestantes não tem uma causa única. “São vários fatores de risco que contribuem para o problema”, descreve. “Pré-disposição genética, insatisfação na vida pessoal ou na relação conjugal são alguns desses fatores, e o consumo de álcool vem se juntar a eles”, explica.
O estudo também indica maior prevalência de depressão pós-parto entre mulheres que tiveram ao menos um "binge" alcoólico durante a gravidez. O binge é caracterizado pela ingestão de cinco ou mais doses alcoólicas em uma única ocasião, sendo que uma dose contém 12 gramas de álcool puro. “Uma lata de cerveja, por exemplo, contém uma dose de álcool”, descreve Poliana.
A média de consumo por gestante verificada no grupo pesquisado foi de 163,7 gramas de álcool ou quase 14 doses ao longo dos nove meses de gestação. “Essa é uma quantia elevada se levarmos em conta que o recomendado é que não se consuma nada”, destaca Poliana.
Outra constatação da pesquisa foi o predomínio de sintomas depressivos durante a gestação, e não no pós-parto. Do total de gestantes, aproximadamente 20% apresentaram sintomas de depressão durante a gravidez, ante 14,7% que se mostraram deprimidas no pós-parto.
Fonte: Revista VEJA
Jovens viciados em internet têm risco maior de depressão

Segundo pesquisa, estudantes que usavam a internet irracionalmente correm duas vezes mais o risco de desenvolver a doença
Os adolescentes "viciados" em internet têm mais do que o dobro de chances de sofrerem depressão do que aqueles que navegam na rede de forma mais controlada, revela um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
De acordo com o estudo publicado no Archives of Pedriatic and Adolescent Medicine, 1.041 adolescentes de Guangzhou, no sudeste da China, preencheram um questionário para identificar se acessavam a internet de forma patológica e se sofriam de ansiedade e depressão.
A grande maioria dos adolescentes --mais de 940-- utilizava a internet corretamente. Segundo o estudo, porém, 62 (6,2%) foram classificados como usuários de internet moderadamente patológicos, e 2 (0,2%) como "severamente patológicos".
Nove meses depois, a condição psicológica dos adolescentes voltou a ser avaliada e os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam a internet descontrolada ou irracionalmente tinham uma propensão duas vezes e meia maior de desenvolver uma depressão do que aqueles que acessavam a rede de maneira moderada.
(Com Agência France-Presse)
Revista VEJA
Cientistas revelam segredos do antidepressivo "mágico"

Cientistas revelam segredos do antidepressivo "mágico"
Pesquisadores descobriram como a cetamina, uma substância analgésica, consegue ser muito mais eficiente que antidepressivos convencionais
A parte de baixo da figura mostra a regeneração de conexões sinápticas nos animais que receberam cetamina comparado com os que não receberam, acima. (Universidade de Yale)
"É uma remédio mágico — uma dose pode surtir efeito rapidamente e durar entre sete e 10 dias", disse Ronald Duman, médico da Universidade de Yale (EUA)
Pesquisadores descobriram um novo antidepressivo que pode surtir efeito em horas, ao invés de semanas ou meses quando comparado com a maioria dos remédios disponíveis atualmente no mercado. Os resultados serão publicados nesta sexta-feira na revista Science e devem acelerar o desenvolvimento de um antidepressivo seguro e fácil de administrar chamado cetamina.
Cientistas já conseguiram provar que a substância é extremamente eficiente em pacientes severamente deprimidos.
Em ratos, a cetamina ajuda a eliminar comportamentos associados à depressão e restabelece as conexões de células do cérebro lesionadas por stress crônico. "É uma remédio mágico — uma dose pode surtir efeito rapidamente e durar entre sete e 10 dias", disse Ronald Duman, médico da Universidade de Yale (EUA), autor sênior do estudo.
A cetamina é tradicionalmente usada como anestésico para crianças, mas há 10 anos pesquisadores americanos descobriram que, em pequenas doses, a droga parecia proporcionar alívio para pacientes de quadro depressivo. Nesses estudo iniciais, quase 70% dos pacientes que eram resistentes a qualquer tipo de tratamento antidepressivo mostraram melhora horas depois de receberem doses de cetamina. Porém, o uso clínico era limitado porque a droga tinha que ser injetada sob supervisão médica e em alguns casos causava sintomas psicóticos de curta duração.
Novos remédios — Os pesquisadores de Yale mapearam a ação molecular da substância no cérebro de ratos na tentativa de tentar desenvolver formas mais seguras e fáceis de administrar a droga. A equipe conseguiu traçar o caminho de atuação da droga e descobriu que a cetamina ajuda a formar novas conexões neurais rapidamente, um processo chamado sinaptogenesis. Dominando o mecanismo de atuação da cetamina, acreditam os médicos, será possível desenvolver drogas que atacam os mesmos problemas de várias maneiras diferentes.
A equipe identificou um ponto crítico no mecanismo de atuação, a enzima mTOR, que controla a produção da proteína responsável pelas novas conexões no cérebro.
Os cientistas disseram que 40% das pessoas que desenvolvem depressão não respondem à medicação. Muitas outras só respondem depois de muitos meses ou anos tentando diferentes tratamentos. A cetamina se mostrou eficiente também como uma forma de tratar rapidamente pessoas com tendências suicidas, resultado atingido apenas semanas depois de iniciados os tratamentos com antidepressivos convencionais.
Fonte: Revista VEJA
Depressão na gravidez aumenta risco de mortalidade infantil

“A morte prematura dos bebês perpetua o ciclo dos problemas mentais e do subdesenvolvimento”
Depressão e ansiedade durante a gravidez podem influenciar diretamente no tamanho do bebê. De acordo com uma pesquisa recente publicada no jornal BMC Public Health, problemas psicológicos na gestação resultam em fetos pequenos, mais suscetíveis a morrer na infância.
O estudo, realizado com mulheres que vivem na zona rural de Bangladesh, indica que a saúde mental da mulher é um fator primário na mortalidade infantil, assim como pobreza, desnutrição materna e falta de assistência médica. “Cerca de 18% das mulheres grávidas estudadas foram diagnosticadas com depressão e 25% delas com ansiedade”, relata Hashima-E Nasreen, que coordenou do estudo.
De acordo com os pesquisadores, o problema é sintomático, já que o nascimento de crianças abaixo do peso é diretamente relacionado à mortalidade infantil. “A morte prematura dos bebês perpetua o ciclo dos problemas mentais e do subdesenvolvimento.” O estudo sugere ainda que o único caminho para alcançar as metas de diminuição da mortalidade infantil nesses países é investindo em campanhas de apoio à saúde mental da população.
Fonte: Revista VEJA
A depressão está relacionada a disfunções cerebrais
Os médicos podem começar a tratar os pacientes de forma mais eficiente, levando em consideração fatores neurobiológicos, e não apenas comportamentais
Frequentemente associada ao estilo de vida e até mesmo a uma fraqueza psicológica, a depressão está mesmo ligada a uma disfunção nas regiões cognitiva e emocional do cérebro. É o que mostra um estudo recente apresentado no 23º Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia, que ocorre em Amsterdã.
A partir dessa conclusão, os médicos podem tratar os pacientes de forma mais eficiente, levando em consideração fatores neurobiológicos - com precisão das áreas do cérebro afetadas - e não apenas comportamentais, enfatiza a pesquisa. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética. Os exames mostram que em pessoas depressivas ocorre uma ativação anormal do córtex pré-frontal médio - disfunção que explica o aparecimento de alguns sintomas, como o sentimento de culpa.
Entretanto, depois de tratados com a medicação tradicional, alguns pacientes continuaram a apresentar determinadas anormalidades no cérebro. A descoberta indica que tratamentos posteriores, a exemplo das terapias cognitivas, são fundamentais para a redução dos riscos de um reaparecimento da doença. Dados apresentados durante o Congresso apontam que cerca de 40% dos pacientes com depressão conseguem uma melhora significativa a partir do uso de remédios, enquanto que 30% sofrem de depressão crônica.
Fonte: Revista VEJA
Quem pensa demais pode acabar ficando depressivo

É a primeira vez que se mostram diferenças consideráveis entre pessoas que estejam diretamente ligadas ao tamanho da região pré-frontal do cérebro
Pensar demais faz mal ao cérebro. Pode-se resumir dessa forma a conclusão de uma pesquisa britânica recente, segundo a qual aqueles que perdem muito tempo filosofando sobre a vida podem acabar ficando depressivos e ter até lapsos de memória.
De acordo com artigo publicado na revista Science, o tamanho do cérebro de uma pessoa varia de acordo com o tempo que ela gasta para tomar uma decisão. No estudo, por exemplo, os voluntários que se mostraram mais seguros e certos de suas escolhas tinham mais células no córtex pré-frontal. É a primeira vez que se mostram diferenças consideráveis entre pessoas que estejam diretamente ligadas ao tamanho dessa região do cérebro - comumente relacionada a desordens mentais, como o autismo.
“Acredito que há diversas implicações importantes para pacientes com problemas mentais que, talvez, não tenham muita consciência de sua própria doença”, afirmou a médica Rimona Weil, co-autora da pesquisa. Para ela, a descoberta é um passo positivo para a conscientização de pacientes que não aceitam alguns tratamentos e remédios.
A psicóloga Tracy Alloway enfatiza que pensar demais pode não ser tão seguro. Um levantamento realizado por ela vai ao encontro do que descobriu a equipe de Rimona. Segundo a terapeuta, meditar demais pode sim aumentar os risco de depressão e as pessoas com uma memória baixa se enquadram no principal grupo de risco. Isso ocorre, de acordo com ela, porque essas pessoas precisam pensar demais sobre qualquer assunto antes de tomarem uma decisão que considerem confiável.
Fonte: Revista VEJA
Exercícios físicos ajudam a combater a depressão

A atividade física costuma ser prescrita por médicos para auxiliar no tratamento de enfermidades como doenças do coração, colesterol elevado e até diabetes. Mas, um estudo americano acaba de expandir a lista de benefícios e mostra que os exercícios também são capazes de combater a depressão.
A pesquisa foi coordenada por um grupo de psiquiatras da Universidade da Carolina do Norte, que avaliaram pacientes clinicamente diagnosticados com a doença. Nesse grupo, havia os que praticavam exercícios aeróbios regularmente, os que usavam medicação antidepressiva e os que combinavam remédios e atividades físicas.
Constatou-se que o índice de depressão melhorou em cerca de 90% na turma que apenas praticou exercícios aeróbios. Já aqueles submetidos a medicamentos tiveram uma redução de 55% na incidência da doença, e o terceiro grupo (medicação e exercícios) teve uma melhora de 60%. Os especialistas salientam, então, que praticar atividades físicas até três vezes por semana é a maneira mais eficaz de manter a saúde mental em ordem.
(Com Agência Estado)
Fonte: Revista VEJA
Terapia genética pode ser eficaz no tratamento de depressões graves
Terapia genética pode ser eficaz no tratamento de depressões graves
De acordo com cientistas, a restauração de gene pode eliminar os sintomas da doença
"Chegamos a uma potencial terapia para atacar o que achamos ser uma das causas profundas da depressão entre humanos"
A terapia genética pode ser uma potente arma contra as depressões graves em pacientes que não respondem a nenhum tratamento. Segundo estudo publicado no periódico Science Translational Medicine, os cientistas conseguiram restaurar um gene que ativa a proteína chamada p11, localizada em uma parte minúscula do cérebro: o núcleo accumbens (associado à sensação de prazer). Com a técnica, eles conseguiram eliminar os sintomas típicos da depressão presentes em ratos de laboratório usados nos testes.
"Com os resultados, chegamos a uma potencial terapia para atacar o que achamos ser uma das causas profundas da depressão entre humanos", diz o médico Michael Kaplitt, coautor do estudo e professor de cirurgia neurológica da Faculdade de Medicina da Universidade de Cornell, em Nova York. De acordo com o especialista, as terapias atuais contra a depressão só tratam os sintomas, mas não as causas da doença. "Apesar dos antidepressivos terem bons resultados em vários pacientes, esperamos que esse nova técnica seja efetiva naqueles que sofrem de depressão avançada e que não respondem a medicamentos", diz Kaplitt.
Prazer e satisfação atingidos — Em análises realizadas em cadáveres, os pesquisadores descobriram que pessoas com depressões grave tinham níveis da proteína p11 muito baixos na área do cérebro responsável pelo prazer e a satisfação - sentimentos geralmente ausentes em depressivos. "Sem a proteína, os neurônios continuam a produzir todos os receptores de serotonina de que necessitam, mas eles não serão transportados à superfície dessas células", diz Kaplitt. A serotonina é neurotransmissor responsável por transmitir o fluxo nervoso entre os neurônios.
Apesar dos autores considerarem a depressão uma doença complexa, na qual inúmeras regiões do cérebro e de circuitos neurais estão envolvidos, eles destacam que, à luz dos resultados obtidos, a restauração da produção da p11 poderá alterar de maneira significativa o curso de uma depressão entre humanos.
(Com agência France-Presse)
Fonte: Revista VEJA
Acne severa pode aumentar riscos de suicídio

Problemas costumam acontecer quando a melhora na condição da pele do paciente não vem acompanhada de uma vida social mais satisfatória
“A acne em si é o fator mais importante para as tentativas de suicídio. Não existe uma certeza de que as drogas realmente tenham alguma influência nisso”, Anders Sundstrom
Pessoas que estão em tratamento para acne severa devem ter sua saúde mental monitorada de perto. Mas a preocupação, ao contrário do que se imaginava, não é devida a remédios controlados usados no tratamento. De acordo com estudo publicado no periódico British Medical Journal, eventuais problemas, na verdade, costumam acontecer quando a melhora na condição da pele do paciente não vem acompanhada de uma vida social mais satisfatória.
Durante a pesquisa conduzida no Karolinska Institute, na Suécia, 5.700 pessoas foram analisadas entre 1980 e 2001. O tratamento mais usual para pacientes com acne severa que não responderam bem a antibióticos é, normalmente, feito com isotretinoína – a droga mais conhecida é o Roacutan. Essa substância acabou entrando no rol dos medicamentos perigosos, que poderiam causar depressão e comportamentos suicidas.
Contudo, a equipe do médico Anders Sundstrom encontrou indícios de que a isotretinoína não é a responsável pelas tendências suicidas. Dos 5.700 voluntários, 128 admitiram ter tentado o suicídio. Em comum, todos eles tinham falhado na tentativa de levar uma vida social mais agradável no prazo de até seis meses após o fim do tratamento.
"A acne em si é o fator mais importante nas tentativas de suicídio. Não existe uma certeza de que as drogas realmente tenham alguma influência nisso", diz Sundstrom. Estudos prévios já haviam mostrado que a acne está associada diretamente a alguns tipos de morbidez psiquiátricas, a exemplo da depressão.
Fonte: Revista VEJA
Casamento feliz pode diminuir dores da artrite
A ciência já havia constatado que um casamento feliz pode reduzir os níveis de ansiedade, evitar a depressão e aumentar a sobrevida de pacientes com câncer. Agora, outra descoberta científica engrossa a lista de benefícios à saúde provenientes da união bem-sucedida. De acordo com pesquisadores da Johns Hopkins University, no Estados Unidos, o casamento emocionalmente equilibrado é também responsável por diminuir as dores causadas pela artrite reumatoide, uma inflamação nas articulações.
Segundo a pesquisa, publicada no periódico Journal of Pain, os pacientes que recebem apoio de seus parceiros apresentam mais mobilidade do que os solteiros ou as pessoas que vivem um relacionado instável. A equipe médica acredita que isso aconteça porque a estabilidade emocional pode ter influência direta sobre as sensações físicas de dor. "Nesses casos, o estado da saúde depende diretamente da qualidade do casamento. Contudo, não importa somente ser casado, se essa relação não for feliz", diz Jennifer Barsky Reese, médica líder do estudo.
Durante a pesquisa, foram avaliados 255 indivíduos com a doença, dos quais 144 afirmaram viver um casamento feliz – outros 44 estavam em relacionamentos problemáticos. As dores se mostraram mais amenas nos pacientes casados e felizes, mas os médicos não conseguiram determinar exatamente o quanto e por que essa situação pode ser benéfica. Eles ainda descobriram que aqueles pacientes que sentiam dores severas tinham mais tendência a terem problemas conjugais.
Diagnóstico - A artrite reumatoide é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico danifica as articulações, causando rigidez, dor e inchaço. As regiões mais atingidas são o punho, os dedos, os dedos do pé, o tornozelo e o joelho. Em casos severos, o paciente pode perder a mobilidade do membro.
Fonte: Revista VEJA on line
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O ator Michael Douglas foi diagnosticado em agosto com um câncer na garganta e está, desde então, em tratamento

Problemas de saúde e sociais vividos por pessoas famosas criam empatia no público com o mesmo problema
O ator Michael Douglas foi diagnosticado em agosto com um câncer na garganta e está, desde então, em tratamento
Para Amanda Hinnant, autora do estudo, o jornalismo de celebridades é um meio ainda subvalorizado de se falar de saúde. “Há leitores nos relataram que as histórias dos famosos têm um impacto importante na maneira como eles se comportam e em como discutem questões de saúde”, diz. Durante a pesquisa, Amanda descobriu que é mais provável que uma pessoa mude seu hábito de vida em função da doença de uma celebridade do que da de um parente próximo.
“Existe uma grande possibilidade de que as celebridades substituam o contato interpessoal entre as pessoas”, diz Amanda. Isso significa que ler que os cantores Robbie Williams e Lily Allen estão sendo tratados para depressão, que Amy Winehouse luta contra o alcoolismo e que Michael Douglas está em tratamento contra um câncer na garganta pode, sim, ajudar aquele leitor que também tenha algum desses problemas. Os dilemas e perrengues enfrentados por Amy Winehouse, por exemplo, atingem diretamente a maneira como um alcoólatra - e leitor desse tipo de jornalismo - vê a própria doença.
Fonte: Revista VEJA
Interação social durante atividade física diminui risco de depressão

(O importante é o quanto a pessoa se envolve em um círculo social e não a carga de exercícios que faz.
Fazer exercícios físicos regularmente como forma de lazer pode reduzir pela metade as chances do aparecimento de sintomas de depressão e ansiedade. De acordo com um artigo publicado no periódico British Journal of Psychiatry, isso acontece, em grande parte, pela interação social durante esses momentos, como andar de bicicleta no parque ou caminhar na praia. Ao fazer amigos e trocar experiências, a saúde mental ficaria também em forma. O importante acaba sendo, então, o quanto a pessoa se envolve naquele círculo social e não a carga de exercícios que faz.
“Os benefícios sociais, como aumento no número de amizades, é o fator mais importante para se entender como o exercício está relacionado à saúde mental. Isso pode explicar porque atividades de lazer apresentam benefícios que não são vistos apenas durante as atividades físicas típicas de um dia de trabalho”, diz Samuel Harvey, médico do Instituto de Psiquiatria da Universidade King, em Londres, e líder do estudo.
Segundo Paul Farmer, diretor da clínica Mind Charity, uma das principais do Reino Unido, participar de clubes de corrida ou de algum time, por exemplo, é melhor para a saúde mental do que passar horas na academia levantando peso sozinho. “Em uma de nossas pesquisas, descobrimos que 90% das pessoas analisadas tiveram uma melhora significativa na autoestima depois de caminhadas em grupo e curtas na rua”, diz.
Fonte: Revista Veja
Dormir com a televisão ligada pode causar depressão, diz estudo
Pela primeira vez fica demonstrado que a luz pela noite, por mais fraca que seja, produz alterações no hipocampo, uma das principais estruturas do cérebro, que desempenha um papel fundamental nos transtornos depressivos.
O estudo, realizado por pesquisadores da Ohio State University (OSU), foi apresentado nesta quarta-feira em San Diego (EUA) na reunião anual da Sociedade para a Neurociência.
"Uma luz branda pela noite é suficiente para provocar um comportamento depressivo nos hamsters, que pode ser explicado pelas mudanças que observamos em seu cérebro após oito semanas", assinalou a estudante de doutorado Tracy Bedrosian, coautora do estudo.
Segundo Randy Nelson, professor de neurociência e psicologia da OSU, "os resultados são significativos porque a luz utilizada não era intensa, e sim equivalente a de uma televisão em um quarto escuro".
Tracy explicou à Agência Efe que, embora não seja possível garantir que ocorra o mesmo efeito em um ser humano, o impacto da luz não varia em função do tamanho.
"Uma exposição crônica à luz pela noite é um fator relativamente novo na história da humanidade e não é natural, por isso reduzir a iluminação artificial enquanto dorme é conveniente", acrescentou.
O estudo foi realizado com hamsters siberianas sem ovários, para que os hormônios não interferissem nos resultados.
Metade delas foi introduzida em um habitáculo onde foram expostas a um ciclo de 16 horas de luz e oito horas de escuridão total, e a outra metade a 16 horas de luz diurna e oito horas de iluminação tênue.
Após oito semanas nessas condições, as hamsters que dormiram com luz durante a noite mostravam mais sintomas de depressão que as demais.
Os testes são os que as farmacêuticas normalmente fazem para experimentar remédios antidepressivos e contra a ansiedade, e também medem a quantidade de água doce bebida, afirma o estudo.
Normalmente os roedores gostam de beber água, mas os que têm sintomas de depressão não bebem tanto porque, aparentemente, não têm o mesmo prazer nas atividades.
Ao examinar o hipocampo dos hamsters depois do experimento, os cientistas comprovaram que os que dormiram com luz tinham uma densidade menor de espinhos dendríticos, finos prolongamentos das células cerebrais que transmitem mensagens de uma célula a outra.
"O hipocampo desempenha um papel importante na depressão e encontrar mudanças nessa região é significativo", afirmou Tracy.
No entanto, não foram encontradas diferenças entre os grupos quanto aos níveis de cortisol, hormônio do estresse que normalmente é associado às alterações no hipocampo.
Segundo os cientistas, a explicação mais plausível para as mudanças registradas no cérebro dos hamsters é uma deficiência de melatonina, hormônio que deixa de ser excretado quando há luz.
O próximo passo dos cientistas é analisar o papel do hormônio neste processo.
Os resultados coincidem com estudos anteriores nos quais Nelson e seus colegas descobriram que uma luz intensa constante pela noite está ligada a sintomas depressivos e a um aumento de peso em ratos.
(com Agência EFE)
Fonte: Revista VEJA
sábado, 13 de novembro de 2010
Scanners corporais de aeroportos podem causar câncer
Os scanners corporais de raios-X, utilizados em alguns aeroportos, sobretudo nos Estados unidos, podem ser perigosos para a saúde, alertaram cientistas à AFP nesta sexta-feira (12).
"O risco é mínimo, segundo dizem, mas estatisticamente alguém vai contrair câncer de pele por causa destes raios-X", advertiu Michael Love, que chefia um laboratório que estuda os raios-X no departamento de biofísica da Universidade John Hopkins (Maryland, leste).
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"Nenhuma exposição a raios-X pode ser considerada benéfica. Sabemos que são perigosos, mas nos aeroportos as pessoas têm tal necessidade de viajar, que estão dispostas a arriscar a vida desta forma", disse.
Em 2007, o departamento americano encarregado da segurança nos transportes (TSA, na sigla em inglês) começou a utilizar estes scanners corporais, que mostram todo o corpo humano, nos aeroportos do país.
Seu uso se generalizou este ano, após a compra de 450 novos scanners, graças a fundos do plano de reativação americano.
Cerca de 315 novos scanners integrais de raios-X são usados atualmente em 65 aeroportos americanos, segundo a TSA.
Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF) advertiu contra "os riscos potencialmente graves para a saúde" que representam estes scanners, em uma carta enviada em abril ao departamento de ciência e tecnologia da Casa Branca.
Na carta, o bioquímico John Sedat e seus colegas explicam que a maior parte da energia que provém destes scanners é absorvida pela pele e pelos tecidos subcutâneos.
O departamento de ciência e tecnologia da Casa Branca respondeu, esta semana, a estas preocupações dizendo que os scanners foram testados 'em profundidade' pelas agências governamentais americanas e respeitam as normas de segurança, resposta que a Sedat, consultada na sexta-feira pela AFP, considerou 'insuficiente'.
Folha de SP
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Especialista dá dicas
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1367772-7823-APRENDA+A+CUIDAR+DAS+VARIZES,00.html
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Corantes utilizados nos alimentos podem ser um risco para a saúde
Corantes artificiais também costumam passar despercebidos. Não é para menos. Nas embalagens, as letras são bem pequenas.
Na hora da refeição todos gostam de uma comida gostosa, bonita e colorida. Penar na mesa colorida dá água na boca. E nos supermercados muita gente não lê a embalagem do que leva para casa.
E é aí que está o problema, pois nem tudo que salta aos olhos faz bem para a saúde, pricipalmente o colorido demais. É preciso ter cuidado pois para chamar a atenção do consumidor as indústrias usam corantes que deixam os alimentos mais bonitos de se ver, alguns desses corantes são extraídos até de insetos.
Alimentos e bebidas que vendem mais nem sempre são os mais saudáveis. Isso porque, na hora de comprar, o consumidor leva em conta a aparência do produto. "Se estiver feio, eu não vou levar", revela um jovem.
E para realçar o visual das mercadorias, as indústrias de alimentos investem nos corantes. "Parece que é mais gostoso. Dá essa impressão", aponta uma senhora.
Um supermercado chegou a oferecer salsicha sem corante, mas não conseguiu vender nenhuma. É visível a diferença de cor entre a que tem e a que não tem corante. "O produto fica com uma apresentação feia sem o corante, e o consumidor acaba não comprando", afirma o gerente do supermercado Roberto Dias.
Para colorir os produtos, as indústrias utilizam até insetos. A cochonilha, uma praga das lavouras, vira corante natural para iogurtes. "Apesar de ele ser retirado de um inseto, ele é um corante puro, não acarreta risco ao seu uso e tem uma característica bastante importante. Ele é um corante bastante estável, diferente de vários outros corantes naturais que se degradam rapidamente”, diz o químico Paulo Carvalho, do Instituto de Tecnologia de Alimentos.
E os corantes artificiais também costumam passar despercebidos. Não é para menos. Nas embalagens, as letras são bem pequenas. "Eu tenho aqui o vermelho, que ele coloca vermelho 40. Então, ele é bem artificial. Como é que o leigo vai poder identificar esse tipo de corante, se é o melhor para o filho dela, para ela consumir”, afirma a nutricionista Roseli Rossi.
Os produtos que mais tem corantes artificiais são justamente aqueles muito consumidos pelas crianças: balas, doces refrigerantes. E os pais devem estar atentos, porque os corantes podem provocar problemas de saúde.
"Bronquite, problemas neurológicos, como déficit de atenção nas crianças, depressão, problemas de hiperatividade, distúrbios gástricos até chegar, inclusive, a um choque anafilático. O melhor mesmo seria a gente ir para a feira, comprar frutas, que sairiam muito mais barato e fazer o nosso próprio suco em casa que, com certeza, iríamos consumir muito mais vitaminas, minerais, deixando de consumir todas essas substâncias tóxicas que o nosso organismo não foi preparado para absorver, metabolizar e aproveitar”, diz a nutricionista Roseli Rossi.
Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/11/corantes-utilizados-nos-alimentos-podem-ser-um-risco-para-saude.html
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Médicos fazem ação contra o cigarro na Avenida Paulista
Grupo vai recolher bitucas e fazer exames no entorno do Conjunto Nacional.
Dia Mundial de Combate ao Fumo é celebrado no domingo (29).
Do G1 SP
Médicos da Sociedade Paulista de Pneumologia realizam nesta quinta-feira (26) uma ação especial contra o cigarro na Avenida Paulista. Eles irão fazer um mutirão para recolher as bitucas jogadas no entorno do Conjunto Nacional, além de realizar exames e conscientizar a população sobre os estragos que o fumo causa na saúde.
A ação é feita dias antes do Dia Mundial de Combate ao Fumo, celebrado no domingo (29). Os médicos também irão fazer um cálculo personalizado para cada fumante, para ele saber o quanto gasta com cigarros. “Quem fuma um maço por dia gasta por ano R$1,5 mil, em dez anos R$ 15 mil. Esse dinheiro poderia ser usado para outras coisas”, diz a médica pneumologista Jaqueline Ota.
Também serão feitos exames gratuitos para avaliar a capacidade respiratória e um teste de dependência da nicotina, para avaliar se o fumante precisa de tratamento para abandonar o cigarro. “Cerca de 200 mil pessoas por ano morrem em decorrência de doenças causadas pelo cigarro”, explica a médica.
A ação acontece das 8h às 16h desta quinta.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Medidas simples podem evitar problemas de saúde típicos do inverno
O inverno do paulistano será quente e seco, com temperaturas quatro graus acima da média. Estas condições agravam a poluição na cidade e aumentam a procura por atendimento médico.
terça-feira, 18 de maio de 2010
USP desenvolve nova técnica para resolver dor nas costas
Segunda-feira, 17/05/2010
A USP de Ribeirão Preto apostam em remédios inteligentes, que são aplicados com a ajuda de um equipamento que parece uma máquina de ressonância magnética.
sábado, 15 de maio de 2010
Um terço dos brasileiros sofre de dor na coluna
da Reportagem Local
A dor nas costas é a doença crônica mais comum entre os brasileiros. É, também, a menos tratada, apesar de ser percebida precocemente. O problema afeta 36% da população, e 68% dos atingidos buscam tratamento.
Os dados são de um estudo inédito feito pela Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz. Os pesquisadores entrevistaram 12.423 pessoas com mais de 20 anos, de todas as regiões do Brasil. As informações foram levantadas em 2008 e podem ser extrapoladas para todo o país.
A descoberta da dor na coluna em idade precoce (aos 38 anos, em média) é uma das explicações para a menor busca por tratamento, se comparamos o problema com artrite e reumatismo, doenças que afetam 13% da população, e 78% desses pacientes se tratam.
No caso do problema na coluna, como a pessoa está em idade produtiva, deixa em segundo plano a necessidade de investigar as causas da dor. O fato de a doença não ter implicações imediatas na saúde do paciente também contribui.
"A pessoa não se percebe com limitação e não sabe quanto tempo vai levar para isso se tornar uma doença de base de fato. Sobre as doenças cardiovasculares se fala muito, a maioria sabe que podem causar sérias complicações", explica a epidemiologista Mônica Campos, uma das pesquisadoras.
A coluna é a segunda maior fonte de dor no mundo, atrás somente da cabeça. A Organização Mundial da Saúde estima que 80% da população mundial sofrerá ao menos um episódio de dor nas costas na vida.
Entre as principais causas estão tumores, cistos, lesões nos nervos, nas vértebras e nos discos e, principalmente, má postura, fraqueza dos músculos da região, tabagismo e obesidade.
"Os índices estão corretos, por uma razão simples: a coluna tem suas regras, e elas não são obedecidas. Isso torna o problema uma calamidade", diz o reumatologista José Goldenberg, professor da Unifesp e autor do livro "Coluna: Ponto e Vírgula" (ed. Ateneu).
As regras estão relacionadas ao estilo de vida do paciente, que contribui para o aumento de casos de dor nas costas: má postura, sedentarismo e obesidade estão ligados ao problema.
Imagem
Segundo Goldenberg, 80% das pessoas com dor melhoram com alterações nos hábitos.
"De cada dez pacientes que me encaminham para uma segunda opinião sobre cirurgia de coluna, nove não precisam. Essas pessoas não foram orientadas a parar de fumar, emagrecer, não receberam orientação psicológica. Querem tratar a imagem, o raio-X."
Para o ortopedista Sérgio Zylberstejn, presidente do Comitê de Coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, essa dor é pouco compreendida, e os sintomas, minimizados. "Esse problema pode impactar na qualidade de vida do paciente, impedir a locomoção. O tratamento tem de ser dirigido para a causa, não para a consequência."
Folha on line de 15 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Como é a Ginástica, Como é a Ginástica
Todos os exercícios são feitos na postura em pé, acompanhados por uma música especialmente desenvolvida para a prática, sem necessidade de roupas especiais, e utilizando uma respiração natural. A característica básica dos exercícios é a fusão de movimentos de alongamento com tração, controlado pelo praticante, dentro de seus próprios limites. Assim, esta ginástica, agindo de forma suave sobre os sistemas circulatório e articular, mobiliza o tônus muscular, suaviza os enrijecimentos e estimula a “lubrificação” das articulações.
A prática constante destes exercícios tem se revelado como um excelente instrumento na correção postural dos praticantes, bem como na melhora geral do indivíduo, combatendo os sintomas do stress, as ansiedades e irritabilidades além das ações positivas localizadas, específicas de cada exercício.
Por outro lado, tem-se notado nas práticas aplicadas junto a empresas, que o Lian Gong, por não ter um caráter competitivo mas sim de aprimoramento individual, estimula sobremaneira a integração entre aqueles que o praticam.
Lian Gong em 18 Terapias não é uma panacéia para todos os males, mas com certeza é uma prática que reúne conceitos ocidentais e orientais com uma simplicidade, eficácia e alegria não encontradas em outras práticas.
Fonte: http://www.liangong.com.br/
Lian Gong
Dr. Zhuang atendia, com mais 25 médicos, em um hospital de Shangai e notou que a partir da década de 60, aumentaram o número de casos de dores musculares e articulares de seus pacientes, em sua maioria trabalhadores de fábricas e escritórios da região. Tal fato se relacionava com a mudança da economia chinesa de rural para industrial e com os decorrentes desdobramentos para o corpo humano dos indivíduos envolvidos nesta transição.
Baseado no Tui Na, milenar arte fisioterápica chinesa, e na tradição dos trabalhos corporais chineses, o Dr. Zhuang sintetizou, em um primeiro momento, um conjunto de 18 exercícios que atuassem no corpo humano, da coluna cervical aos dedos dos pés. Ou seja, com a prática de 12 minutos diários de exercícios uma pessoa pode prevenir-se da maioria dos problemas decorrentes de má posturação ou de movimentos agressivos à lógica do corpo humano.
Posteriormente foram elaboradas mais duas seqüências de 18 movimentos cada, ampliando assim as possibilidades terapêuticas desta prática, com exercícios para as articulações e tendões e para o fortalecimento do coração e pulmão. Cada uma destas partes tem duração de 12 minutos também.
Fonte: http://www.liangong.com.br/
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Comer nozes reduz colesterol, segundo estudo
Comer nozes ajuda a baixar os níveis de colesterol no sangue, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
Pessoas que comeram 67 gramas de nozes por dia registraram uma queda de 5,1% da concentração total de colesterol e uma diminuição de 7,4% na lipoproteína colesterol de baixa densidade (LDL-C) -conhecida como colesterol mau- em comparação com pessoas que não comem nozes, indicou o estudo.
As pessoas com altos níveis de triglicerídeos que comeram nozes registraram uma queda de 10,2% nos níveis de lipídios no sangue, concluiu a pesquisa, que analisou informações de 25 testes levados a cabo em sete países, envolvendo 583 homens e mulheres entre 19 e 86 anos com níveis altos ou normais de colesterol.
O estudo foi liderado pela doutora Joan Sebate, da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, e publicado nos Archives of Internal Medicine da American Medical Association.
Folha on line
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Marcapasso

O coração é um órgão ativado por estímulos elétricos, sendo composto por quatro câmaras, que funcionam como uma bomba propulsora de sangue. Esta bomba bate cerca de 100 mil vezes por dia, devendo ser eficaz durante toda a nossa vida. As paredes musculares de cada câmara se contraem em uma seqüência precisa, impulsionando um volume máximo de sangue com o menor consumo possível de energia.
A contração das fibras musculares do coração é controlada por uma descarga elétrica que flui através de vias distintas, em uma velocidade controlada. O nó sinusal ou sinoatrial inicia um impulso elétrico que flui sobre os átrios direito e esquerdo (câmaras cardíacas superiores), fazendo que estes se contraiam. O sangue, imediatamente será deslocado para os ventrículos (câmaras cardíacas maiores e inferiores). Quando o impulso elétrico chega ao nó atrioventricular (estação intermediária do sistema elétrico), este impulso sofre um ligeiro retardo.
Em seguida, o impulso dissemina-se ao longo do feixe de His, o qual se divide em ramo direito (direcionado para o ventrículo direito), e em ramo esquerdo (direcionado para o ventrículo esquerdo). Este último é dividido em dois fascículos: o ântero-superior esquerdo e o póstero-inferior direito. Em seguida, o impulso atinge os ventrículos, fazendo com que estes se contraiam (sístole ventricular), permitindo a saída de sangue para fora do coração. O ventrículo esquerdo ejeta o sangue para o cérebro, músculos e outros órgãos do corpo humano. O ventrículo direito ejeta o sangue exclusivamente para a circulação do pulmão, para que este sangue seja enriquecido com oxigênio.
O marca-passo artificial é um sistema de estimulação elétrica que consiste em um gerador de estímulos elétricos e um eletrodo. O gerador de estímulos elétricos é um circuito eletrônico miniaturizado e em uma bateria compacta. Os marca-passos têm um diâmetro próximo de cinco centímetros, podendo ser programado a funcionar na ausência do ritmo cardíaco natural (marca-passo de demanda). Assim, o marca-passo está apto a reconhecer ou perceber a atividade cardíaca. Quando o marca-passo não capta nenhum impulso elétrico natural do coração, libera um impulso elétrico. Como resultado, o músculo cardíaco contrai-se. O marca-passo é ligado ao coração através de um ou dois eletrodos. O eletrodo é um fio condutor muito fino, eletricamente isolado, que é colocado diretamente no lado direito do coração. É através destes fios que os impulsos elétricos são transportados até o coração.
Orientações antes do implante do marca-passo definitivo:
É necessário jejum de 6 horas. O marca-passo será implantado no centro cirúrgico ou no laboratório de hemodinâmica (local aonde se realizam os exames de cateterismo cardíaco). Medicações de uso habitual não costumam ser suspensas, com exceção dos anticoagulantes, por aumentarem os riscos de sangramentos. O uso de antibióticos preventivos é recomendado. O implante é realizado sob monitorização contínua da pressão arterial, eletrocardiograma e oximetria (avaliação do nível de oxigenação no sangue).
É realizada uma anestesia local com sedação ou uma anestesia geral. O gerador do marca-passo, geralmente é implantado na região peitoral (tórax) ou no abdômen. O cabo-eletrodo (um ou dois), que entrará em contato com a atividade elétrica do coração, é introduzido através de uma veia. Após o implante do marca-passo definitivo, realizamos um eletrocardiograma e exame de raios-X do tórax. O paciente permanece internado por pelo menos 24 horas após o implante.
Indicações:
* Disfunção do nó sinusal (marca-passo natural do coração):
Quando há uma disfunção irreversível do nó sinusal ou esta é causada por medicamentos que não podem ser retirados , um marca-passo definitivo poderá ser indicado nos casos com batimentos cardíacos muito reduzidos, levando a falta de ar, fadiga, tonturas e desmaios.
* Síndrome do seio carotídeo:
O seio carotídeo é uma estrutura localizada no pescoço, que participa do controle do batimento cardíaco e da pressão arterial. A síndrome (conjunto de sinais e sintomas) do seio carotídeo é uma doença rara, aonde certos movimentos bruscos do pescoço ou por compressão dessa região (exemplo: por uma gravata apertada), podem levar a quedas do batimento cardíaco e da pressão arterial. O marca-passo definitivo está indicado em casos de síndrome do seio carotídeo que causam desmaios (síncopes).
* Bloqueio atrioventricular:
O nó atrioventricular é uma estação “intermediária” do sistema elétrico do coração, aonde o impulso originado no nó sinusal (marca-passo natural do coração), sofre um ligeiro retardo. Situações aonde este impulso, neste local, lentifica excessivamente, são chamadas de bloqueios atrioventriculares. O bloqueio atrioventricular de segundo e terceiros graus (este último é chamado de bloqueio atrioventricular total) em geral, requerem o implante de um marca-passo.
A cardiopatia isquêmica, doença de Chagas, miocardiopatias dilatadas idiopáticas, infarto do miocárdio, entre outras cardiopatias, podem causar esses bloqueios avançados. O bloqueio atrioventricular do primeiro grau, raramente exige implante de um marca-passo definitivo. É comum que os casos de bloqueio atrioventricular total congênito (desde o nascimento), não exigem o implante de um marca-passo definitivo.
* Bloqueio intraventricular:
O impulso elétrico sofre um bloqueio nas vias elétricas (feixes de His) que ativam os ventrículos (câmaras cardíacas maiores e inferiores do coração). Estes bloqueios intraventriculares, quando levam a episódios de síncope (desmaio), podem exigir um implante de marca-passo definitivo.
Riscos e complicações:
As complicações mais freqüentes após o implante de um marca-passo definitivo são: o pneumotórax e hemotórax, que são, respectivamente, acúmulo de ar e sangue no espaço pleural (membrana que envolve os pulmões); hematomas; arritmias cardíacas; infecções; deslocamento do cabo-eletrodo e perda da sensibilidade ou comando do gerador (estas últimas complicações afetam o funcionamento deste dispositivo). Complicações graves e morte, relacionadas ao implante do marcapasso definitivo são raras.
Acompanhamento após o implante do marca-passo definitivo:
A periodicidade das avaliações deve ser a seguinte: no momento da alta hospitalar, 30 dias pós-implante, a cada 3 ou 6 meses, dependendo do tipo de estimulação e condição clínica, ou quando necessário, por intercorrências. A avaliação clínica básica deve constar de consulta clínica e realização de eletrocardiograma.
Fonte: www.coracaosaudavel.com/?p=249
quinta-feira, 1 de abril de 2010
"Junk food" pode viciar tanto quanto drogas, diz estudo
"Junk food" pode viciar tanto quanto drogas, diz estudo
da BBC Brasil
Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.
A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que como o vício em drogas, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.
O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.
Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.
"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.
O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.
A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal "Nature Neuroscience".
Sapateado exercita músculos e aperfeiçoa a coordenação motora

DANIELA TALAMONI
Colaboração da a Folha
O sapateado voltou à cena e, por aqui, vem atraindo uma nova geração de interessados. Esse tipo de expressão ganhou um empurrão extra com a atual invasão dos palcos brasileiros por musicais como "Hairspray" e "Cats".
Felizmente, não é preciso ser um bailarino ou saber atuar para arriscar uns passos. Melhor ainda: sapatear é uma forma gostosa de fazer exercício e aliviar o estresse.
De acordo com a bailarina, coreógrafa, musicista e cantora Christiane Matallo, de Campinas (interior de SP), o sapateado faz muito bem à saúde e é recomendado para pessoas de qualquer tipo físico.
Filipe Redondo/Folha Imagem
Aula de sapateado em escola de dança no Jardim Paulista
Ela viaja para São Paulo toda quarta-feira para preparar profissionais no Kika Tap Center para musicais, mas também dá aulas para leigos. Para a professora, a tentativa de acompanhar o ritmo e a melodia das músicas com os movimentos dos pés --batendo as pontas do calçado, o calcanhar ou a sola inteira no chão- exige uma postura corporal que acaba trabalhando várias regiões musculares, até os braços, que acompanham cada passo.
Para as mulheres que lutam por um abdômen sequinho e pernas torneadas, o sapateado pode funcionar como uma boa aula de musculação. "Para executar os pequenos saltos, com um pé e depois o outro ou com os dois pés juntos, há uma transferência de peso que exercita pernas, coxas e panturrilha. Além disso, a região abdominal precisa estar enrijecida para garantir o equilíbrio", enumera Matallo.
"Sapatear é como caminhar, por isso tonifica tantos músculos e, ainda, como toda atividade, estimula a liberação de substâncias que proporcionam sensação de prazer e bem-estar, como as endorfinas", acrescenta o dançarino e coreógrafo Felipe Galganni, professor na Escola de Atores Wolf Maya e no Estúdio de Dança Promenade, em São Paulo.
Depois de aprender os passos básicos, sapatear sem sair do tom vira um desafio divertido para o cérebro. Afinal, os alunos dançam e, com o vaivém dos sapatos especialmente preparados para emitirem um som, "tocam" um instrumento de percussão ao mesmo tempo.
"Tanto que aquelas pessoas que estudam música têm mais facilidade para aprender os passos", diz Matallo.
Isso não significa, porém, que a falta de coordenação motora --a principal dificuldade apontada pelos alunos- impeça a participação nas aulas.
"Pelo contrário. É possível melhorar a coordenação e até desenvolver um ouvido mais "musical" com as aulas de sapateado", diz Galganni.
Antes de se sentir um dançarino da Broadway e sair sapateando por aí, porém, alguns cuidados são fundamentais. A compra do sapato é, literalmente, o primeiro passo e requer uma escolha cuidadosa.
"Os sapatos ideais devem ser adquiridos em lojas especializadas e possuem duas placas de alumínio na sola, uma na região da ponta dos dedos e outra no calcanhar. Eles podem custar na faixa de R$ 90 a R$ 160", explica Matallo.
Outro cuidado a ser tomado é com o professor e o local onde serão feitas as aulas. "Procure um profissional especializado na técnica e só estúdios que tenham salas especiais com acústica ideal para emitir o som perfeito dos passos e piso de madeira com revestimento para amortecer o impacto das pisadas", ensina Galganni.
Para a ortopedista Cibele Réssio, da Universidade Federal de São Paulo, os cuidados devem ir além. "Os movimentos repetitivos podem causar tendinite", explica.
Os riscos, alerta a médica, são os mesmos aos quais uma mulher sedentária e que usa salto alto todos os dias está sujeita e não devem ser obstáculo para quem deseja se exercitar na prática. "O aluno só deve procurar um especialista ao primeiro sinal de dor, cãibras, dormência ou inchaço", diz.
A atividade é contraindicada para quem tem problemas ortopédicos, como artrose de joelho, e crianças. "O ideal para começar é por volta dos 15 anos, quando geralmente o esqueleto já está formado", diz Réssio.
Depois disso, é só se jogar e dançar muito, para buscar sapatear algum dia com um estilo próprio, como os grandes sapateadores da história.
Alteração de atividade cerebral modifica julgamento moral, diz estudo

Damian Dovarganes -1º.dez.08/AP
da France Presse, em Washington
O julgamento moral das pessoas pode ser alterado, a partir da afetação no funcionamento de uma parte do cérebro, revela um estudo publicado na edição da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" desta semana.
Cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) interromperam a atividade na junção temporo-parietal, uma área do cérebro situada acima e atrás do ouvido direito, e que é normalmente ativada quando pensamos no resultado futuro de um ato em particular.
Julgamento moral das pessoas pode ser alterado, a partir da afetação no funcionamento de parte do cérebro, revela estudo
Os pesquisadores usaram um campo magnético aplicado no couro cabeludo para produzir uma corrente nesta área do cérebro, e pediram aos voluntários da pesquisa para que lessem uma série de situações relativas a questões morais.
Café envenenado
Em uma delas, uma pessoa chamada Grace e uma amiga dela visitam uma indústria química, quando Grace para em frente à máquina de café.
A amiga pede que Grace leve café com açúcar para ela. Um recipiente ao lado da máquina de café, com a inscrição "tóxico", contém açúcar comum --mas Grace não sabe disso. Na verdade, ela acredita que o pó branco no recipiente é uma substância tóxica, mas mesmo assim a coloca no café que levará à amiga. Apesar disso, a amiga não sofre qualquer problema de saúde porque o pó de fato era açúcar.
Os cientistas, então, pediram aos voluntários que avaliassem, numa escala de um a sete --sendo um "absolutamente proibido" e sete, "absolutamente permitido"--, quando julgassem o que Grace e outros protagonistas das situações expostas fizeram era moralmente aceitável.
Maniqueísmo
Dois experimentos foram conduzidos. No primeiro, pediu-se aos participantes que julgassem os personagens da situação após sua junção temporo-parietal ter sido afetada por pulsos magnéticos durante 25 minutos.
No segundo, pediu-se que fizessem seus julgamentos enquanto submetidos a impulsos muito curtos de interferência magnética.
Em ambos os experimentos, a alteração da atividade neurológica normal na junção temporo-parietal direita desativou o mecanismo de julgamento moral das pessoas relativo às crenças dos protagonistas.
Com a junção temporo-parietal alterada, os voluntários se mostraram mais propensos a considerar moralmente aceitáveis tentativas frustradas de causar mal a outra pessoa do que os voluntários do grupo de controle cujo cérebro não foi estimulado.
"Quando a atividade na jução temporo-parietal é alterada, os julgamentos morais dos voluntários se inclinam para uma 'mentalidade [do tipo] sem prejuízo, sem falta'" --ainda que os participantes tenham atribuído a personagens como Grace a menção de 'proibido' por acreditarem que suas ações poderiam causar mal, destacou o estudo.
Manter-se ativo é receita de qualidade de vida; leia artigo
especial para a Folha de S.Paulo
A única certeza que temos na vida, e pela qual lutamos durante toda ela, é o envelhecimento, pois, quem o conhece, conheceu a vida.
Esse longo processo traz transformações físicas, sociais e intelectuais as mais variadas e, de todas, a progressiva perda da capacidade de realizar tarefas talvez seja a mais evidente.
As alterações fisiológicas que ocorrem com o envelhecimento são bastante estudadas e bem compreendidas. Sabe-se que a partir dos 30 anos, principalmente, começamos a perder qualidade em nossas capacidades físicas básicas, processo esse irreversível.
Assim, nos tornaremos menos velozes, resistentes, flexíveis, fortes, sem equilíbrio e mais descoordenados, condições que tornam tarefas simples de antigamente em fardos difíceis de serem carregados. Seria esse o fim da linha? Seguramente não.
Atualmente, a ciência moderna vem mostrando que todo esse processo, embora irreversível, pode ser minimizado por meio de treinamento específico, a mesma especificidade utilizada para treinar grandes e jovens campeões.
É com o treinamento que devolvemos a coordenação e o equilíbrio, indispensáveis para as mudanças de direção durante os passeios, conquistamos a força necessária para as tarefas do cotidiano, a flexibilidade exigida para adaptar-se às diversas posições, sentado no conforto da poltrona em casa ou no desconforto de uma sala de espera e a resistência para acompanhar as caminhadas daqueles que se julgam mais jovens, mas nem sempre o são.
Todas as qualidades físicas básicas podem e devem ser treinadas em todas as idades, principalmente para aqueles que estimam a liberdade de movimentos.
Manter-se ativo durante toda a vida, e quando a velhice se aproxima, é a receita para uma melhor qualidade de vida. Conseguimos tirar o máximo que o organismo tem a nos oferecer e ele é bastante generoso em sua recompensa, diminuindo a depressão, facilitando o controle de peso, mantendo, e por vezes aumentando, a massa mineral óssea e muscular, entre outros.
Mantendo-se ativo não há porque temer a sucessão dos dias. Manter-se ativo é tirar o máximo daquilo que a vida pode nos oferecer.
RICARDO MUNIR NAHAS é ortopedista e diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte
Conheça os benefícios e malefícios do chocolate
RACHEL BOTELHO
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Ele está por a toda parte. A três dias da Páscoa, fileiras de ovos de chocolate se multiplicam nos supermercados e nas doçarias, exigindo muita força de vontade de quem não pode ou não quer sucumbir à tentação.Altamente calórico, o chocolate é o vilão das dietas, mas pode ser consumido com moderação por pessoas saudáveis. Nutritivo, contém vitaminas e sais minerais, além de alto teor de flavonóides --antioxidantes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares-- e de substâncias precursoras da serotonina --responsável pela sensação de prazer e bem-estar.Para esclarecer as principais dúvidas e curiosidades a respeito dessa iguaria, a Folha ouviu 17 profissionais da indústria de chocolate e das áreas de dermatologia, endocrinologia, nutrição, otorrinolaringologia, pediatria e psiquiatria.
1. Chocolate faz bem para a saúde?Alguns estudos, não conclusivos, dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. Ele contém vitaminas --A, B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo. De qualquer modo, por ser altamente calórico, deve ser consumido com moderação inclusive por pessoas saudáveis. O chocolate ao leite e o branco são os menos recomendados, devido às gorduras saturadas presentes no leite.
2. Qual é a quantidade recomendada por dia?A Organização Mundial de Saúde não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.
3. Qual é o mais e o menos calórico?O chocolate amargo e o ao leite têm praticamente as mesmas calorias.
4. O "diet" engorda? E o "light"?Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica. Já os "light" têm menos gordura e, por isso, menos calorias.
5. Quem não deve comer chocolate de jeito nenhum?Pessoas sensíveis podem ter enxaqueca provocada por alergias ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate, além de irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. A tosse pode ocorrer como manifestação alérgica, embora não seja comum. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo, devido ao alto teor de gordura, razão pela qual pessoas com problemas no fígado devem evitá-lo. Estima-se também que de 10% a 15% das pessoas com doenças labirínticas tenham problemas com o metabolismo de açúcar.
6. E as crianças? A partir de que idade o consumo de chocolate é liberado?Ele deve ser desestimulado em qualquer idade, devido ao alto teor de açúcar e gordura. Quanto mais cedo a criança começar a comer chocolate, pior. No primeiro ano de vida, as chances de intolerância à lactose (açúcar encontrado no leite animal) são maiores.
7. Qual o é o efeito dele na pele? Dá espinha? E dos cosméticos à base de chocolate?Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Alguns dermatologistas, no entanto, afirmam que pacientes com propensão à acne relatam piora após a ingestão exagerada de chocolate. Já os efeitos de cosméticos e tratamentos para a pele à base de chocolate, disponíveis desde a Antigüidade, são duvidosos. O óleo do cacau hidrata a pele apenas superficialmente, podendo ser usado em peles ressecadas ou envelhecidas, embora existam produtos mais eficazes.
8. Chocolate pode causar dependência?Sim. Ele contém três substâncias que podem provocá-la: a teobromina, a cafeína e a feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo. Geralmente, o problema afeta os indivíduos angustiados e os ansiosos.
9. Como são os chocolates especiais para pessoas alérgicas à lactose e ao glúten?A maioria dos produtos voltados a pessoas com intolerância à lactose utiliza o leite de soja no lugar do leite de origem animal. Como alternativa, existe o chocolate amargo, que não leva leite na sua composição. Já as pessoas com intolerância ao glúten devem consultar as informações no rótulo do produto para se certificar que o recheio ou os outros ingredientes são livres da substância. Chocolate puro não contém glúten.
10. Por que, ao comê-lo, sentimos melhora de humor e alívio no estresse?Porque ele contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.
11. Chocolate é afrodisíaco?Dessa crença popular, difundida há séculos, o que se sabe é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina e a serotonina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.
12. Se a pessoa concentrar o consumo do ano todo na Páscoa, pode ter uma intoxicação?Ela só vai ocorrer se o chocolate estiver contaminado por alguma toxina. Mas o consumo exagerado pode provocar diarréia.
13. Qual é o prazo de validade de um chocolate? Ele dá algum sinal de que está impróprio para o consumo?Em seis meses, ele começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor excessivo, a sua gordura sobe à superfície: o chocolate fica manchado, mas não significa que está estragado.
14. Por que se diz que os chocolates belgas, franceses, suíços e venezuelanos são tão superiores aos brasileiros?Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.
15. Assim como ocorre com o café e o vinho, as características do chocolate podem variar de acordo com o tipo de solo e de clima?Sim. A quantidade de calor, de umidade, o tipo de solo e a variedade do grão interferem na qualidade do cacau. Assim como acontece com as uvas, uma pequena variação ou um declive do solo pode alterar o aroma, a textura e o sabor do fruto que dará origem ao chocolate. Quando ele é produzido com grãos de uma região específica, é chamado de chocolate de origem. Os grãos cultivados na América costumam ter um sabor mais marcante de frutas, ervas e flores, dependendo da região.
16. Os chocolates com mais cacau são os melhores?O conceito é relativo, já que depende do gosto pessoal. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor. Para um chocolate derreter facilmente na boca, a quantidade de manteiga de cacau é determinante, porque seu ponto de fusão é a temperatura do corpo humano: quando entra em contato com o calor da boca, o chocolate derrete.
17. Por que se presenteia na Páscoa com ovos de chocolate? O costume começou há cerca de 3.000 anos com os chineses, que comemoravam o início da primavera no Hemisfério Norte, oferecendo ovos de pata e galinha pintados em cores fortes. O ritual pagão celebrava a volta à vida, após um inverno rigoroso e os longos meses em que a natureza permanecia coberta de neve. A data coincide com a Páscoa cristã, que marca a ressurreição de Cristo. Com o tempo, o costume se espalhou pelo mundo, e outros materiais substituíram o ovo animal, como a madeira e as pedras. Em meados de 1828, o desenvolvimento da indústria de chocolates na Inglaterra consolidou o produto como matéria-prima nesta época. No Oriente, no entanto, os ovos de chocolate ainda não foram totalmente incorporados à cultura.
QUADROS DE QUE É FEITO O CHOCOLATE
Amargo: massa de cacau (resultado da trituração das favas), manteiga de cacau, açúcar e lecitina de soja (estabilizante usado para tornar a mistura homogênea)Ao leite: adiciona-se leite em pó à massa de cacau, à manteiga de cacau, ao açúcar e à lecitina de sojaBranco: manteiga de cacau, açúcar, lecitina de soja e leite em pó
QUEIME AS CALORIAS
(na esteira ou na piscina, 100 gramas de chocolate ao leiteAndando89 minutos a 5 km/hCorrendo57 minutos a 5 km/hNadando60 minutos de "crawl" em velocidade médiaHidroginástica48 minutos em intensidade média* valores calculados para uma pessoa de 70 kgFonte: RGNutri (consultoria nutricional)OS MAIS CALÓRICOS(calorias/100 gramas)Chocolate crocante 553Chocolate branco 550Chocolate ao leite 540Chocolate amargo 537Fonte: RGNutri (consultoria nutricional)
OS 5 MAIORES CONSUMIDORES MUNDIAIS
(em toneladas/ano)
Estados Unidos - 1,696 milhãoAlemanha - 695 milInglaterra - 641 milRússia - 537 milFrança - 248 milO Brasil encontra-se na sétima posição, com 137 mil toneladasFonte: Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados
OS 5 MENORES CONSUMIDORES MUNDIAIS
(em toneladas/ano)
Cingapura - 4.000Tailândia - 4.000Hong Kong - 6.000Venezuela - 6.000Malásia - 8.000Fonte:
Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados
Cafezinho após o almoço diminui risco de diabetes
Consumir ao menos uma xícara (125 ml) de café depois do almoço reduz os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, aponta pesquisa desenvolvida por uma nutricionista da USP (Universidade de São Paulo). O trabalho foi publicado na revista "American Journal of Clinical Nutrition".
A pesquisadora usou dados de um estudo francês que acompanha quase 70 mil mulheres com idades entre 41 e 72 anos desde 1990. Para relacionar o consumo de café das voluntárias e a menor incidência de diabetes, comparou dados de 1993 a 2007.
"O consumo de café já foi ligado ao efeito protetor contra o diabetes tipo 2 em outros trabalhos. A diferença desta pesquisa é que relacionamos os horários da ingestão", explica a nutricionista Daniela Sartorelli, professora do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, autora do estudo.
As mulheres que consumiram café após o almoço tiveram risco 34% menor de ter diabetes. A proteção não foi encontrada naquelas que tomaram café em outro momento.
No período estudado, 1.415 participantes desenvolveram a doença. Entre as pacientes que tomaram no mínimo 125 ml de café na hora do almoço, 374 se tornaram diabéticas. O restante delas (1.051) não ingeria a bebida nesse horário ou a consumia em quantidades inferiores.
Versões cafeinadas ou não, com ou sem açúcar apresentaram os mesmos benefícios. "Mas 60% delas consumiam sem açúcar e, quando o adicionavam, era em quantidade bem menor do que aqui no Brasil", ressalta a nutricionista.
Segundo a pesquisadora, apesar de o estudo ter sido realizado somente com mulheres, provavelmente os resultados podem ser extrapolados para os homens, já que outros estudos que relacionaram café e diabetes foram realizadas com ambos os sexos. Ainda não é possível, no entanto, apontar por quais mecanismos a bebida protege contra a doença.
Para Sartorelli, uma possível explicação é a menor absorção de ferro causada pela ingestão da bebida. "Indivíduos com estoque de ferro aumentado têm risco maior de desenvolver diabetes. Esse fator poderia proteger a pessoa, se a maior quantidade de ferro for ingerida no almoço", diz.
Quantidade
Estudos já publicados que relacionaram a menor incidência de mortalidade por diabetes entre bebedores de café apontam que as substâncias presentes na bebida melhoram a sensibilidade do organismo à insulina, hormônio responsável por facilitar a entrada da glicose nas células do corpo.
Essas substâncias também evitam a oxidação das células beta, localizadas no pâncreas, que são responsáveis por produzir o hormônio.
"Os trabalhos já divulgados sugerem que o mais importante é a quantidade de café ingerida, e não o horário de consumo", diz o cardiologista Luiz Antônio Machado César, do InCor (Instituto do Coração), onde pesquisa sobre café e problemas cardiovasculares.
Recomenda-se beber ao menos duas xícaras de 150 ml para obter benefícios. Mas a indicação da bebida para prevenir o diabetes ainda não pode ser usada na prática médica.
"Não creio que o consumo de café, isoladamente, seja capaz de promover benefícios clínicos significantes em termos de impacto populacional", contrapõe Augusto Pimazoni, coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp e do Centro de Diabetes do hospital Oswaldo Cruz.
Exercícios adaptados ajudam a recuperar músculos
Um pesquisador da USP (Universidade de São Paulo) conseguiu, com uma técnica simples, fazer com que um portador de uma doença que leva à degeneração dos músculos recuperasse massa muscular.
O idoso estudado tem um problema raro chamado miosite por corpúsculo de inclusão (MCI), que faz com que os músculos percam volume e capacidade de produzir força.
Normalmente, essas pessoas não reagem bem aos exercícios intensos, que geram mais inflamação. Por isso, foram prescritos exercícios leves, mas com um detalhe: foi acoplado à perna do paciente um aparelho de medir pressão, obstruindo parcialmente o fluxo sanguíneo.
"Com essa oclusão, o exercício de baixa intensidade passa a ter o mesmo efeito que um exercício de altíssima intensidade. É uma estratégia para obter os mesmos ganhos com cargas menores", explica o doutor em educação física Bruno Gualano, autor do estudo.
O resultado foi significativo: houve aumento de força, de massa e de função muscular e melhoras na qualidade de vida. Segundo Gualano, não há remédios para a MCI. "É uma doença que não responde a praticamente nada."
Esse tipo de garroteamento é muito difundido no Japão entre praticantes saudáveis de musculação, que desejam obter uma melhor performance. "Agora estamos usando esse conhecimento para buscar benefícios clínicos em algumas doenças que levam à perda de massa muscular e que não suportam exercícios de alta intensidade", afirma Gualano.
Segundo ele, o método poderá ser testado, no futuro, em casos de perda de massa muscular por câncer ou HIV, por exemplo, ou mesmo para melhorar a perda que ocorre normalmente com a idade.
O próximo passo será testar o método em duas outras doenças reumatológicas -polimiosite e dermatomiosite. O trabalho foi publicado na revista "Medicine and Science in Sports and Exercise".
No Dia da Nutrição, Saúde dá 10 dicas de hábitos mais saudáveis
No Dia da Nutrição, Saúde dá 10 dicas de hábitos mais saudáveis
Uma alimentação adequada pode prevenir problemas como hipertensão, colesterol e obesidade
Hoje, 31 de março, é celebrado o Dia da Nutrição e Saúde. Aproveitando a data, a Secretaria de Estado da Saúde preparou 10 importantes dicas de hábitos mais saudáveis, que facilmente incorporados à rotina, podem trazer benefícios significativos ao longo dos anos.
Além de proporcionarem bem-estar, práticas como essas são bastante significativas para evitarem problemas, como aumento da pressão arterial, colesterol, alteração nos níveis de glicose sanguínea e obesidade.
"A alimentação saudável começa com a escolha dos alimentos que você consome. Ela deve incluir produtos capazes de fornecer quantidades adequadas de nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras) ao organismo", afirma Cristiane Kovacs, coordenadora do Ambulatório de Nutrição do Instituto Dante Pazzanese.
Um cardápio equilibrado que contenha frutas, legumes, verduras, aliando-se a uma redução do consumo de frituras, gorduras e produtos industrializados são suficientes, por exemplo, para prevenir obesidade e hipertensão.
Confira abaixo 10 dicas para melhorar sua alimentação usual e criar hábitos que venham evitar futuros problemas de saúde:
1 - Coma grande variedade de alimentos em porções reduzidas;
2 - Consuma no máximo duas gemas de ovos por semana (incluindo preparações que as contenham). Restrinja o consumo de maionese, manteiga, creme de leite, bacon, salame, mortadela e presunto;
3 - Aumente o consumo de fibras, ingerindo frutas, vegetais e leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão de bico). Dê preferência por leites desnatados;
4 - Restrinja o consumo de açúcar e doces;
5 - Use sal com moderação. Alimentos que o contenha devem ser evitados: temperos prontos, shoyo e caldos de carnes. Dê preferência a ervas naturais como condimento;
6 - Evite frituras. Utilize sempre óleos de origem vegetal na preparação dos alimentos: óleo de canola, milho, girassol e soja. O azeite de oliva é indicado para o tempero de saladas. Retire a pele do frango e a gordura aparente das carnes antes do preparo;
7 - Evite o consumo de alimentos embutidos e enlatados: milho, ervilha, salsicha, presunto, salame, palmito, etc;
8 - Dê preferência aos alimentos assados, cozidos, grelhados em substituição as frituras;
9 - Ingira no mínimo 2 litros de água por dia;
10 - Pratique atividade física no mínimo 3 vezes por semana e evite o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros.
Da Secretaria da Saúde