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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Poluição do ar pode diminuir a fertilidade masculina

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TV demais pode reduzir expectativa de vida

TV demais pode reduzir expectativa de vida
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Por JoAnne Allen
WASHINGTON (Reuters) - O hábito de passar diariamente horas a fio diante da televisão pode elevar o risco de morte por doença cardíaca e outras causas, inclusive entre pessoas que não estão acima do peso, segundo pesquisadores australianos.
Adultos que assistiam a mais de quatro horas de TV por dia tiveram 46 por cento mais risco de morte em geral e 80 por cento mais risco de morte por causas cardiovasculares ao longo de seis anos de estudo, em comparação com adultos que assistiam a menos de duas horas de TV por dia.
Cada hora passada por dia diante da televisão eleva em 18 por cento o risco de morte por fatores cardiovasculares, e em 9 por cento o risco de morte por câncer, de acordo com o estudo publicado na segunda-feira pela revista Circulation, da Associação Americana do Coração.
O estudo avaliou apenas o hábito de ver TV, mas as conclusões sugerem que passar muito tempo sentado - seja na mesa do trabalho ou na frente de um computador - também representam um risco.
Os pesquisadores do Instituto Baker do Coração e Diabetes, em Victoria, acompanharam por cerca de seis anos quase 9.000 adultos com idade em torno dos 50 anos.
Os riscos aumentaram tanto em obesos quanto em pessoas com peso saudável, porque os períodos prolongados na posição sentada têm uma influência negativa sobre os níveis de açúcar e gordura no sangue, segundo os pesquisadores.
"Muitas atividades normais da vida cotidiana que envolviam se levantar e movimentar os músculos do corpo foram convertidas em (atividades que se faz) sentado", disse David Dunstan, coordenador do estudo, em nota.
"Muita gente, diariamente, simplesmente muda de uma poltrona para outra - da poltrona do carro para a poltrona do escritório, (e dali) para a poltrona em frente à televisão," afirmou.
Foram acompanhados 3.846 homens e 4.954 mulheres, todos divididos em três grupos, segundo o tempo dedicado por dia à televisão: menos de duas horas, de duas a quatro horas, e mais de quatro horas.
Os efeitos negativos para quem assiste a muita TV eram independentes de outros fatores de risco coronário, como tabagismo, hipertensão, colesterol, dieta inadequada e sedentarismo, disseram os pesquisadores.
Um número relativamente pequeno de participantes morreu durante o estudo -- 284, sendo 87 do coração e 125 de câncer. Pessoas com doenças cardíacas e alguns outros problemas pré-existentes foram excluídas da pesquisa.
Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield (Grã-Bretanha), disse que a TV não gera nenhum benefício para a saúde e consome um tempo que poderia ser usado em atividades mais saudáveis.
"É irônico que as TVs estejam ficando mais magras, enquanto nós ficamos mais gordos", disse em nota o pesquisador, que não participou do estudo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Estudo liga luz à piora da enxaqueca

Estudo liga luz à piora da enxaqueca
Pesquisadores relacionam células dos olhos à região do cérebro essencial para percepção da dor durante crises
Alexandre Gonçalves

Pesquisadores americanos descobriram porque a enxaqueca piora com a luminosidade. Pela primeira vez, estabeleceram uma relação direta entre células da retina sensíveis à luz e neurônios que desempenham um papel essencial na percepção da dor durante as crises.A descoberta foi publicada na revista Nature Neuroscience e pode ajudar na busca de terapias para diminuir a fotofobia - repulsa à luz - dos pacientes. Uma boa notícia para pessoas como a advogada Karem Nogueira, de 31 anos, que há 17 sofre de enxaqueca. "A luz é, sem dúvida, o que mais incomoda."Rami Burstein, da Universidade Harvard, percebeu como muitos cegos que tinham enxaqueca também desenvolviam fotofobia durante as crises. A exceção ficava por conta de quem perdera o globo ocular ou o nervo óptico, o que impossibilita completamente o envio de sinais sensitivos para o cérebro.Burstein formulou então uma hipótese. A piora na enxaqueca deveria ser causada pela detecção da luz através de canais que não captam a imagem, mas apenas a luminosidade.Havia uma suspeita: no fundo da retina, existem neurônios especiais conhecidos como células ganglionares. Alguns deles possuem sensibilidade à luz graças a um pigmento chamado melanopsina - o que só foi descoberto em 2002. Não servem para formar imagens, mas avisam o cérebro quando é dia ou noite, mesmo com as pálpebras fechadas. Também controlam a dilatação da pupila.Se a hipótese de Burstein estivesse correta, explicaria porque pessoas cegas, mas com as células ganglionares intactas, desenvolvem fotofobia durante crises de enxaqueca.Para verificar a ideia, os cientistas usaram ratos e fizeram testes que envolveram microscopia e dissecações. Eles comprovaram que algumas células ganglionares sensíveis à luz lançam conexões até uma região do cérebro conhecida como tálamo.Durante as crises de enxaqueca, o tálamo recebe sinais de dor e os redistribui para o cérebro. Os cientistas mostraram que as conexões vindas da retina produzem um fluxo de sinais elétricos que atinge justamente as células do tálamo que recebem os impulsos dolorosos da enxaqueca.Os impulsos que chegam dos olhos amplificam, em menos de um segundo, os sinais de dor, que são redistribuídos pelo tálamo às demais regiões do cérebro, agravando a sensação de náusea, fadiga e irritabilidade. Depois que a luz se apaga, os neurônios da retina demoram alguns minutos para cessar o envio de estímulos. Karem sabe bem que a luminosidade intensifica a dor em poucos segundos, mas a escuridão leva até meia hora para aliviar a dor."A descoberta vai ajudar a melhorar o tratamento da fotofobia que acompanha as crises", aponta Burstein, ressalvando que não deve trazer avanços às terapias contra a própria enxaqueca. Mesmo assim, ele recorda que, durante as crises, a fotofobia obriga muitas pessoas a abandonar atividades como ler, dirigir ou assistir TV.O neurologista Deusvenir de Souza Carvalho, chefe do Setor de Cefaleia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), considera a pesquisa americana um importante avanço, pois desvenda mecanismos bioquímicos responsáveis pelos sintomas da síndrome.

Jornal O Estado de S. Paulo de 11 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Brasil é 38º em ranking internacional de qualidade de vida



Brasil é 38º em ranking internacional de qualidade de vida
País subiu cinco posições em lista preparada pela revista 'International Living'; França ficou em primeiro

Arquivo/AE
Brasil subiu da 43ª posição no ranking de 2009 para a 38ª neste anoLONDRES - O Brasil é o 38º país do mundo em qualidade de vida, segundo um ranking com quase 200 países publicado pela revista americana International Living. A liderança do ranking, que leva em consideração nove itens - custo de vida, cultura e lazer, economia, ambiente, liberdade, saúde, infraestrutura, segurança e risco e clima - ficou com a França, pelo quinto ano consecutivo. O Brasil subiu da 43ª posição no ranking de 2009 para a 38ª neste ano. Em 2008, o país havia ficado na 39ª posição. As melhores avaliações do Brasil ficaram nos quesitos liberdade (83 pontos de 100 possíveis), risco e segurança (83) e clima (82). Os itens mais mal avaliados foram lazer e cultura (58 pontos de 100 possíveis) e infraestrutura (59). Apesar disso, entre o ranking do ano passado e o deste ano, as notas para infraestrutura passaram de 47 para 59, enquanto a avaliação para a economia foi de 45 para 65. Latino-americanos O Uruguai, na 19ª posição do ranking, foi o país latino-americano mais bem avaliado, apesar de ter caído seis posições em relação ao ranking de 2009. A Argentina, que caiu cinco posições e aparece em 26º lugar no ranking deste ano, é o segundo melhor país da região em termos de qualidade de vida, segundo a International Living. À frente do Brasil no ranking, entre os latino-americanos, aparecem ainda Chile (31º lugar), Costa Rica (33º) e Panamá (34º). O Equador aparece apenas uma posição atrás do Brasil (39º), enquanto o México é o 46º colocado no ranking. Entre os países mais bem avaliados, a Austrália pulou da quinta para a segunda posição no ranking entre o ano passado e este, enquanto a Alemanha subiu do oitavo para o quarto lugar. Os Estados Unidos, por outro lado, caíram da terceira para a sétima posição. O Japão, segundo país mais rico do mundo, aparece apenas no 36º lugar, apenas duas posições acima do Brasil. O último lugar do ranking é ocupado pela Somália. Entre os 15 últimos do ranking, apenas um - Afeganistão - não é um país africano.


Jornal O Estado de S. Paulo de 6 janeiro de 2010