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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Saiba mais sobre os sintomas da depressão

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Tristeza, ansiedade, angústia, desânimo. Se você se sente assim, meio para baixo, pode ser depressão. Veja entrevista com Sandra Carvalhais, presidente da associação mineira de psiquiatria.

'Deprê' de fim de ano? Saiba como combater

Especialistas lembram: é hora de abraçar amigos e familiares - e não a tristeza (Getty Images)

'Deprê' de fim de ano? Saiba como combater

Natalia Cuminale

Especialistas lembram: é hora de abraçar amigos e familiares - e não a tristeza (Getty Images)
John Lennon iniciou uma canção famosa da sua fase pós-Beatles com o seguinte verso: "Então é Natal / E o que você tem feito?" (Merry Christmans - War Is Over).


É uma pergunta desconcertante para uma época do ano que pretende reunir e pacificar, e nos coloca diante de reflexões existenciais sobre vitórias e fracassos pessoais. Segundo especialistas ouvidos por VEJA.com, o período de Festas tem, de fato, esse poder. Em outras palavras: ao invés de encerrar uma noite de celebração abraçada a parentes e amigos queridos, muita gente termina agarrada à tristeza e auto-comiseração.

"É uma época de cobranças, em que fazemos balanços do que foi conquistado. E isso pode trazer sentimentos de fracasso, baixa autoestima e desesperança", explica Acioly Lacerda, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele acrescenta que constatações clínicas revelam aumento de casos de depressão e tristeza nessa fase do ano. "As Festas podem funcionar como um gatilho para quem tem pré-disposição à depressão", completa o psiquiatra Ricardo Moreno, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Pular sete ondinhas na praia ou comer lentilha podem não resolver toda a questão. Mas os especialistas acreditam que há maneiras de combater a eventual "deprê de fim de ano".

Em primeiro lugar, é aconselhável evitar o rigor excessivo consigo mesmo, além de relativizar os acontecimentos recentes. "Ao invés de fazer uma lista das coisas ruins que ocorreram no ano, enumere as boas", diz Moreno. O segundo passo é lembrar o quanto se é querido pelas pessoas mais próximas - as que realmente importam. Isso ajuda a elevar a autoestima.

Um terceira dica do psiquiatra: as Festas são um momento propício para tentar resolver conflitos com familiares e amigos. "É uma ocasião em que as pessoas estão abertas para ouvir, perdoar e restabelecer vínculos afetivos", diz Moreno. "Esse sentimento gregário é inconsciente, mas é o verdadeiro espírito de Natal."

Os especialistas advertem também que é preciso tomar cuidados ao se olhar para o futuro, para o Ano Novo que chega. Isso vale especialmente para aquelas pessoas que planejam uma "revolução" a cada Réveillon. "Essa data não deve ser encarada como um marco para uma vida nova, pois isso gera um clima de euforia e ansiedade", aconselha Lacerda.

Nesse sentido, é de grande ajuda não estabelecer metas inatingíveis e prazos para a mudança - o que pode criar ambientes favoráveis à depressão. Ou seja, risque da lista de metas a ideia de perder vinte quilos, comprar a casa dos sonhos ou ser promovido a presidente da empresa se não há chances de isso acontecer. "Ter metas é bom, desde que elas sejam alcançáveis. É preciso adequar os desejos às possibilidades", afirma a psicanalista Dorli Kamkhagi, especialista em estudos do envelhecimento.

Por fim, pode-se voltar à canção de Lennon. Logo após o trecho citado na abertura desta reportagem, ele emendou: "Outro ano se encerrou/ E um novo acaba de começar." Ou seja: a despeito de nossos eventuais fracassos passados, uma nova etapa, uma nova oportunidade se abre à nossa frente.

Fonte: Revista VEJA

Depressão pode dobrar o risco de demência

Apesar da descoberta, os pesquisadores deixam claro que não sabem indicar se a depressão pode ser considerada um sintoma da demência ou se é a causa em potencial da doença

O estudo, realizado pela Universidade de Massachusetts, acompanhou 949 pessoas durante 17 anosPessoas diagnosticadas com depressão têm duas vezes mais chances de desenvolver demência, segundo indicam dois novos estudos publicados no periódico científico americano Neurology. Apesar da descoberta, os pesquisadores deixam claro que não sabem se a depressão pode ser considerada um sintoma da demência ou se é a causa em potencial da doença.

O levantamento, realizado por Jane Saczynski, da Universidade de Massachusetts, acompanhou 949 pessoas durante 17 anos. Os resultados mostraram que 22% daqueles que tiveram depressão desenvolveram demência, comparando com 17% que não apresentaram sintomas depressivos.

“A inflamação do tecido cerebral, que ocorre quando uma pessoa está deprimida, pode contribuir para a demência. Certas proteínas encontradas que aumentam com a depressão também podem ser responsáveis pelo desenvolvimento da doença”, disse Saczynski.

A autora do estudo acrescentou que um estilo de vida com dieta equilibrada e exercícios regulares evita o aparecimento de demência.

Outro estudo, feito com 1.239 americanos, verificou o número de vezes que uma pessoa apresentava a depressão com os riscos de desenvolver demência. Quanto mais frequente as crises de depressão, mais chances a pessoa tem de desenvolver demência. De acordo com os resultados, duas ou mais crises de depressão podem dobrar o risco de demência.

“Os sintomas similares entre demência e depressão podem levar a uma confusão na hora do diagnóstico, mas nós não sabemos se eles estão biologicamente ligados”, disse Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer’s Research Trust.

As pesquisadoras afirmaram que mais estudos são necessários para saber a relação direta entre depressão e demência.

Fonte: Revista VEJA

Ingestão de álcool na gravidez eleva risco de depressão


(Stockbyte)

Ingestão de álcool na gravidez eleva risco de depressão

Pesquisa da Universidade de São Paulo revela ligação entre o consumo de bebidas alcoólicas e sofrimento psiquiátrico na gestação e no pós-parto

A média de consumo das grávidas pesquisadas foi de 163,7g de álcool nos nove meses de


O estudo da USP também constatou o predomínio de sintomas depressivos durante a gestação, e não no pós-parto
O consumo de álcool na gravidez está relacionado ao sofrimento psiquiátrico durante e após a gestação. A conclusão é do estudo "Uso de álcool na gestação e sua relação com sintomas depressivos no pós-parto", da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (FMRP).

A psicóloga Poliana Patrício Aliane, autora da pesquisa que analisou um grupo de 177 grávidas, explicou à Agência USP que a ocorrência de depressão em gestantes não tem uma causa única. “São vários fatores de risco que contribuem para o problema”, descreve. “Pré-disposição genética, insatisfação na vida pessoal ou na relação conjugal são alguns desses fatores, e o consumo de álcool vem se juntar a eles”, explica.

O estudo também indica maior prevalência de depressão pós-parto entre mulheres que tiveram ao menos um "binge" alcoólico durante a gravidez. O binge é caracterizado pela ingestão de cinco ou mais doses alcoólicas em uma única ocasião, sendo que uma dose contém 12 gramas de álcool puro. “Uma lata de cerveja, por exemplo, contém uma dose de álcool”, descreve Poliana.

A média de consumo por gestante verificada no grupo pesquisado foi de 163,7 gramas de álcool ou quase 14 doses ao longo dos nove meses de gestação. “Essa é uma quantia elevada se levarmos em conta que o recomendado é que não se consuma nada”, destaca Poliana.

Outra constatação da pesquisa foi o predomínio de sintomas depressivos durante a gestação, e não no pós-parto. Do total de gestantes, aproximadamente 20% apresentaram sintomas de depressão durante a gravidez, ante 14,7% que se mostraram deprimidas no pós-parto.

Fonte: Revista VEJA

Jovens viciados em internet têm risco maior de depressão


(Thinkstock)

Jovens viciados em internet têm risco maior de depressão

Segundo pesquisa, estudantes que usavam a internet irracionalmente correm duas vezes mais o risco de desenvolver a doença

Os adolescentes "viciados" em internet têm mais do que o dobro de chances de sofrerem depressão do que aqueles que navegam na rede de forma mais controlada, revela um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo publicado no Archives of Pedriatic and Adolescent Medicine, 1.041 adolescentes de Guangzhou, no sudeste da China, preencheram um questionário para identificar se acessavam a internet de forma patológica e se sofriam de ansiedade e depressão.

A grande maioria dos adolescentes --mais de 940-- utilizava a internet corretamente. Segundo o estudo, porém, 62 (6,2%) foram classificados como usuários de internet moderadamente patológicos, e 2 (0,2%) como "severamente patológicos".

Nove meses depois, a condição psicológica dos adolescentes voltou a ser avaliada e os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam a internet descontrolada ou irracionalmente tinham uma propensão duas vezes e meia maior de desenvolver uma depressão do que aqueles que acessavam a rede de maneira moderada.

(Com Agência France-Presse)

Revista VEJA

Cientistas revelam segredos do antidepressivo "mágico"


Cientistas revelam segredos do antidepressivo "mágico"


Pesquisadores descobriram como a cetamina, uma substância analgésica, consegue ser muito mais eficiente que antidepressivos convencionais

A parte de baixo da figura mostra a regeneração de conexões sinápticas nos animais que receberam cetamina comparado com os que não receberam, acima. (Universidade de Yale)
"É uma remédio mágico — uma dose pode surtir efeito rapidamente e durar entre sete e 10 dias", disse Ronald Duman, médico da Universidade de Yale (EUA)



Pesquisadores descobriram um novo antidepressivo que pode surtir efeito em horas, ao invés de semanas ou meses quando comparado com a maioria dos remédios disponíveis atualmente no mercado. Os resultados serão publicados nesta sexta-feira na revista Science e devem acelerar o desenvolvimento de um antidepressivo seguro e fácil de administrar chamado cetamina.


Cientistas já conseguiram provar que a substância é extremamente eficiente em pacientes severamente deprimidos.

Em ratos, a cetamina ajuda a eliminar comportamentos associados à depressão e restabelece as conexões de células do cérebro lesionadas por stress crônico. "É uma remédio mágico — uma dose pode surtir efeito rapidamente e durar entre sete e 10 dias", disse Ronald Duman, médico da Universidade de Yale (EUA), autor sênior do estudo.

A cetamina é tradicionalmente usada como anestésico para crianças, mas há 10 anos pesquisadores americanos descobriram que, em pequenas doses, a droga parecia proporcionar alívio para pacientes de quadro depressivo. Nesses estudo iniciais, quase 70% dos pacientes que eram resistentes a qualquer tipo de tratamento antidepressivo mostraram melhora horas depois de receberem doses de cetamina. Porém, o uso clínico era limitado porque a droga tinha que ser injetada sob supervisão médica e em alguns casos causava sintomas psicóticos de curta duração.

Novos remédios — Os pesquisadores de Yale mapearam a ação molecular da substância no cérebro de ratos na tentativa de tentar desenvolver formas mais seguras e fáceis de administrar a droga. A equipe conseguiu traçar o caminho de atuação da droga e descobriu que a cetamina ajuda a formar novas conexões neurais rapidamente, um processo chamado sinaptogenesis. Dominando o mecanismo de atuação da cetamina, acreditam os médicos, será possível desenvolver drogas que atacam os mesmos problemas de várias maneiras diferentes.

A equipe identificou um ponto crítico no mecanismo de atuação, a enzima mTOR, que controla a produção da proteína responsável pelas novas conexões no cérebro.

Os cientistas disseram que 40% das pessoas que desenvolvem depressão não respondem à medicação. Muitas outras só respondem depois de muitos meses ou anos tentando diferentes tratamentos. A cetamina se mostrou eficiente também como uma forma de tratar rapidamente pessoas com tendências suicidas, resultado atingido apenas semanas depois de iniciados os tratamentos com antidepressivos convencionais.


Fonte: Revista VEJA

Depressão na gravidez aumenta risco de mortalidade infantil


(Thinkstock)

Depressão na gravidez aumenta risco de mortalidade infantil

“A morte prematura dos bebês perpetua o ciclo dos problemas mentais e do subdesenvolvimento”


Depressão e ansiedade durante a gravidez podem influenciar diretamente no tamanho do bebê. De acordo com uma pesquisa recente publicada no jornal BMC Public Health, problemas psicológicos na gestação resultam em fetos pequenos, mais suscetíveis a morrer na infância.

O estudo, realizado com mulheres que vivem na zona rural de Bangladesh, indica que a saúde mental da mulher é um fator primário na mortalidade infantil, assim como pobreza, desnutrição materna e falta de assistência médica. “Cerca de 18% das mulheres grávidas estudadas foram diagnosticadas com depressão e 25% delas com ansiedade”, relata Hashima-E Nasreen, que coordenou do estudo.

De acordo com os pesquisadores, o problema é sintomático, já que o nascimento de crianças abaixo do peso é diretamente relacionado à mortalidade infantil. “A morte prematura dos bebês perpetua o ciclo dos problemas mentais e do subdesenvolvimento.” O estudo sugere ainda que o único caminho para alcançar as metas de diminuição da mortalidade infantil nesses países é investindo em campanhas de apoio à saúde mental da população.

Fonte: Revista VEJA

A depressão está relacionada a disfunções cerebrais

(Thinkstock)
A depressão está relacionada a disfunções cerebrais

Os médicos podem começar a tratar os pacientes de forma mais eficiente, levando em consideração fatores neurobiológicos, e não apenas comportamentais
Frequentemente associada ao estilo de vida e até mesmo a uma fraqueza psicológica, a depressão está mesmo ligada a uma disfunção nas regiões cognitiva e emocional do cérebro. É o que mostra um estudo recente apresentado no 23º Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia, que ocorre em Amsterdã.

A partir dessa conclusão, os médicos podem tratar os pacientes de forma mais eficiente, levando em consideração fatores neurobiológicos - com precisão das áreas do cérebro afetadas - e não apenas comportamentais, enfatiza a pesquisa. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética. Os exames mostram que em pessoas depressivas ocorre uma ativação anormal do córtex pré-frontal médio - disfunção que explica o aparecimento de alguns sintomas, como o sentimento de culpa.

Entretanto, depois de tratados com a medicação tradicional, alguns pacientes continuaram a apresentar determinadas anormalidades no cérebro. A descoberta indica que tratamentos posteriores, a exemplo das terapias cognitivas, são fundamentais para a redução dos riscos de um reaparecimento da doença. Dados apresentados durante o Congresso apontam que cerca de 40% dos pacientes com depressão conseguem uma melhora significativa a partir do uso de remédios, enquanto que 30% sofrem de depressão crônica.

Fonte: Revista VEJA

Quem pensa demais pode acabar ficando depressivo


(John Foxx)

Quem pensa demais pode acabar ficando depressivo

Demorar para tomar uma decisão também pode levar a lapsos de memória

É a primeira vez que se mostram diferenças consideráveis entre pessoas que estejam diretamente ligadas ao tamanho da região pré-frontal do cérebro
Pensar demais faz mal ao cérebro. Pode-se resumir dessa forma a conclusão de uma pesquisa britânica recente, segundo a qual aqueles que perdem muito tempo filosofando sobre a vida podem acabar ficando depressivos e ter até lapsos de memória.

De acordo com artigo publicado na revista Science, o tamanho do cérebro de uma pessoa varia de acordo com o tempo que ela gasta para tomar uma decisão. No estudo, por exemplo, os voluntários que se mostraram mais seguros e certos de suas escolhas tinham mais células no córtex pré-frontal. É a primeira vez que se mostram diferenças consideráveis entre pessoas que estejam diretamente ligadas ao tamanho dessa região do cérebro - comumente relacionada a desordens mentais, como o autismo.

“Acredito que há diversas implicações importantes para pacientes com problemas mentais que, talvez, não tenham muita consciência de sua própria doença”, afirmou a médica Rimona Weil, co-autora da pesquisa. Para ela, a descoberta é um passo positivo para a conscientização de pacientes que não aceitam alguns tratamentos e remédios.

A psicóloga Tracy Alloway enfatiza que pensar demais pode não ser tão seguro. Um levantamento realizado por ela vai ao encontro do que descobriu a equipe de Rimona. Segundo a terapeuta, meditar demais pode sim aumentar os risco de depressão e as pessoas com uma memória baixa se enquadram no principal grupo de risco. Isso ocorre, de acordo com ela, porque essas pessoas precisam pensar demais sobre qualquer assunto antes de tomarem uma decisão que considerem confiável.

Fonte: Revista VEJA

Exercícios físicos ajudam a combater a depressão


(Hemera Technologies)

Exercícios físicos ajudam a combater a depressão

A atividade física costuma ser prescrita por médicos para auxiliar no tratamento de enfermidades como doenças do coração, colesterol elevado e até diabetes. Mas, um estudo americano acaba de expandir a lista de benefícios e mostra que os exercícios também são capazes de combater a depressão.

A pesquisa foi coordenada por um grupo de psiquiatras da Universidade da Carolina do Norte, que avaliaram pacientes clinicamente diagnosticados com a doença. Nesse grupo, havia os que praticavam exercícios aeróbios regularmente, os que usavam medicação antidepressiva e os que combinavam remédios e atividades físicas.

Constatou-se que o índice de depressão melhorou em cerca de 90% na turma que apenas praticou exercícios aeróbios. Já aqueles submetidos a medicamentos tiveram uma redução de 55% na incidência da doença, e o terceiro grupo (medicação e exercícios) teve uma melhora de 60%. Os especialistas salientam, então, que praticar atividades físicas até três vezes por semana é a maneira mais eficaz de manter a saúde mental em ordem.

(Com Agência Estado)

Fonte: Revista VEJA

Terapia genética pode ser eficaz no tratamento de depressões graves

(Hemera Technologies/Thinkstock)

Psiquiatria

Terapia genética pode ser eficaz no tratamento de depressões graves

De acordo com cientistas, a restauração de gene pode eliminar os sintomas da doença

"Chegamos a uma potencial terapia para atacar o que achamos ser uma das causas profundas da depressão entre humanos"

A terapia genética pode ser uma potente arma contra as depressões graves em pacientes que não respondem a nenhum tratamento. Segundo estudo publicado no periódico Science Translational Medicine, os cientistas conseguiram restaurar um gene que ativa a proteína chamada p11, localizada em uma parte minúscula do cérebro: o núcleo accumbens (associado à sensação de prazer). Com a técnica, eles conseguiram eliminar os sintomas típicos da depressão presentes em ratos de laboratório usados nos testes.

"Com os resultados, chegamos a uma potencial terapia para atacar o que achamos ser uma das causas profundas da depressão entre humanos", diz o médico Michael Kaplitt, coautor do estudo e professor de cirurgia neurológica da Faculdade de Medicina da Universidade de Cornell, em Nova York. De acordo com o especialista, as terapias atuais contra a depressão só tratam os sintomas, mas não as causas da doença. "Apesar dos antidepressivos terem bons resultados em vários pacientes, esperamos que esse nova técnica seja efetiva naqueles que sofrem de depressão avançada e que não respondem a medicamentos", diz Kaplitt.

Prazer e satisfação atingidos — Em análises realizadas em cadáveres, os pesquisadores descobriram que pessoas com depressões grave tinham níveis da proteína p11 muito baixos na área do cérebro responsável pelo prazer e a satisfação - sentimentos geralmente ausentes em depressivos. "Sem a proteína, os neurônios continuam a produzir todos os receptores de serotonina de que necessitam, mas eles não serão transportados à superfície dessas células", diz Kaplitt. A serotonina é neurotransmissor responsável por transmitir o fluxo nervoso entre os neurônios.

Apesar dos autores considerarem a depressão uma doença complexa, na qual inúmeras regiões do cérebro e de circuitos neurais estão envolvidos, eles destacam que, à luz dos resultados obtidos, a restauração da produção da p11 poderá alterar de maneira significativa o curso de uma depressão entre humanos.

(Com agência France-Presse)

Fonte: Revista VEJA

Acne severa pode aumentar riscos de suicídio


(BananaStock/Thinkstock)


Adolescência

Acne severa pode aumentar riscos de suicídio
Problemas costumam acontecer quando a melhora na condição da pele do paciente não vem acompanhada de uma vida social mais satisfatória

“A acne em si é o fator mais importante para as tentativas de suicídio. Não existe uma certeza de que as drogas realmente tenham alguma influência nisso”, Anders Sundstrom
Pessoas que estão em tratamento para acne severa devem ter sua saúde mental monitorada de perto. Mas a preocupação, ao contrário do que se imaginava, não é devida a remédios controlados usados no tratamento. De acordo com estudo publicado no periódico British Medical Journal, eventuais problemas, na verdade, costumam acontecer quando a melhora na condição da pele do paciente não vem acompanhada de uma vida social mais satisfatória.

Durante a pesquisa conduzida no Karolinska Institute, na Suécia, 5.700 pessoas foram analisadas entre 1980 e 2001. O tratamento mais usual para pacientes com acne severa que não responderam bem a antibióticos é, normalmente, feito com isotretinoína – a droga mais conhecida é o Roacutan. Essa substância acabou entrando no rol dos medicamentos perigosos, que poderiam causar depressão e comportamentos suicidas.

Contudo, a equipe do médico Anders Sundstrom encontrou indícios de que a isotretinoína não é a responsável pelas tendências suicidas. Dos 5.700 voluntários, 128 admitiram ter tentado o suicídio. Em comum, todos eles tinham falhado na tentativa de levar uma vida social mais agradável no prazo de até seis meses após o fim do tratamento.

"A acne em si é o fator mais importante nas tentativas de suicídio. Não existe uma certeza de que as drogas realmente tenham alguma influência nisso", diz Sundstrom. Estudos prévios já haviam mostrado que a acne está associada diretamente a alguns tipos de morbidez psiquiátricas, a exemplo da depressão.

Fonte: Revista VEJA

Casamento feliz pode diminuir dores da artrite

Nesses casos, estado da saúde depende diretamente da qualidade da união, dizem pesquisadores

A ciência já havia constatado que um casamento feliz pode reduzir os níveis de ansiedade, evitar a depressão e aumentar a sobrevida de pacientes com câncer. Agora, outra descoberta científica engrossa a lista de benefícios à saúde provenientes da união bem-sucedida. De acordo com pesquisadores da Johns Hopkins University, no Estados Unidos, o casamento emocionalmente equilibrado é também responsável por diminuir as dores causadas pela artrite reumatoide, uma inflamação nas articulações.

Segundo a pesquisa, publicada no periódico Journal of Pain, os pacientes que recebem apoio de seus parceiros apresentam mais mobilidade do que os solteiros ou as pessoas que vivem um relacionado instável. A equipe médica acredita que isso aconteça porque a estabilidade emocional pode ter influência direta sobre as sensações físicas de dor. "Nesses casos, o estado da saúde depende diretamente da qualidade do casamento. Contudo, não importa somente ser casado, se essa relação não for feliz", diz Jennifer Barsky Reese, médica líder do estudo.

Durante a pesquisa, foram avaliados 255 indivíduos com a doença, dos quais 144 afirmaram viver um casamento feliz – outros 44 estavam em relacionamentos problemáticos. As dores se mostraram mais amenas nos pacientes casados e felizes, mas os médicos não conseguiram determinar exatamente o quanto e por que essa situação pode ser benéfica. Eles ainda descobriram que aqueles pacientes que sentiam dores severas tinham mais tendência a terem problemas conjugais.

Diagnóstico - A artrite reumatoide é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico danifica as articulações, causando rigidez, dor e inchaço. As regiões mais atingidas são o punho, os dedos, os dedos do pé, o tornozelo e o joelho. Em casos severos, o paciente pode perder a mobilidade do membro.

Fonte: Revista VEJA on line

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O ator Michael Douglas foi diagnosticado em agosto com um câncer na garganta e está, desde então, em tratamento


O ator Michael Douglas foi diagnosticado em agosto com um câncer na garganta e está, desde então, em tratamento (Kevin Winter/Getty Images)


Dose diária de fofoca sobre celebridades faz bem à saúde
Problemas de saúde e sociais vividos por pessoas famosas criam empatia no público com o mesmo problema

O ator Michael Douglas foi diagnosticado em agosto com um câncer na garganta e está, desde então, em tratamento


Ficar por dentro das últimas novidades do mundo das celebridades pode fazer bem à saúde. De acordo com pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, saber que uma personalidade importante enfrenta problemas de saúde - ou até sociais - pode criar uma empatia no leitor que também vive aquela determinada situação. Assim, com o problema compartilhado com alguém de aparente sucesso, ele acaba tendo mais força e coragem para enfrentar o seu próprio problema.

Para Amanda Hinnant, autora do estudo, o jornalismo de celebridades é um meio ainda subvalorizado de se falar de saúde. “Há leitores nos relataram que as histórias dos famosos têm um impacto importante na maneira como eles se comportam e em como discutem questões de saúde”, diz. Durante a pesquisa, Amanda descobriu que é mais provável que uma pessoa mude seu hábito de vida em função da doença de uma celebridade do que da de um parente próximo.

“Existe uma grande possibilidade de que as celebridades substituam o contato interpessoal entre as pessoas”, diz Amanda. Isso significa que ler que os cantores Robbie Williams e Lily Allen estão sendo tratados para depressão, que Amy Winehouse luta contra o alcoolismo e que Michael Douglas está em tratamento contra um câncer na garganta pode, sim, ajudar aquele leitor que também tenha algum desses problemas. Os dilemas e perrengues enfrentados por Amy Winehouse, por exemplo, atingem diretamente a maneira como um alcoólatra - e leitor desse tipo de jornalismo - vê a própria doença.

Fonte: Revista VEJA

Interação social durante atividade física diminui risco de depressão


(Brand X Pictures/Thinkstock)


Exercícios ajudam a aumentar círculo de amizades e manter boa saúde mental

(O importante é o quanto a pessoa se envolve em um círculo social e não a carga de exercícios que faz.
Fazer exercícios físicos regularmente como forma de lazer pode reduzir pela metade as chances do aparecimento de sintomas de depressão e ansiedade. De acordo com um artigo publicado no periódico British Journal of Psychiatry, isso acontece, em grande parte, pela interação social durante esses momentos, como andar de bicicleta no parque ou caminhar na praia. Ao fazer amigos e trocar experiências, a saúde mental ficaria também em forma. O importante acaba sendo, então, o quanto a pessoa se envolve naquele círculo social e não a carga de exercícios que faz.

“Os benefícios sociais, como aumento no número de amizades, é o fator mais importante para se entender como o exercício está relacionado à saúde mental. Isso pode explicar porque atividades de lazer apresentam benefícios que não são vistos apenas durante as atividades físicas típicas de um dia de trabalho”, diz Samuel Harvey, médico do Instituto de Psiquiatria da Universidade King, em Londres, e líder do estudo.

Segundo Paul Farmer, diretor da clínica Mind Charity, uma das principais do Reino Unido, participar de clubes de corrida ou de algum time, por exemplo, é melhor para a saúde mental do que passar horas na academia levantando peso sozinho. “Em uma de nossas pesquisas, descobrimos que 90% das pessoas analisadas tiveram uma melhora significativa na autoestima depois de caminhadas em grupo e curtas na rua”, diz.


Fonte: Revista Veja

Dormir com a televisão ligada pode causar depressão, diz estudo

Dormir com a televisão ligada pode causar mudanças físicas no cérebro que são associadas à depressão, segundo um estudo realizado com hamsters por neurocientistas americanos.

Pela primeira vez fica demonstrado que a luz pela noite, por mais fraca que seja, produz alterações no hipocampo, uma das principais estruturas do cérebro, que desempenha um papel fundamental nos transtornos depressivos.

O estudo, realizado por pesquisadores da Ohio State University (OSU), foi apresentado nesta quarta-feira em San Diego (EUA) na reunião anual da Sociedade para a Neurociência.

"Uma luz branda pela noite é suficiente para provocar um comportamento depressivo nos hamsters, que pode ser explicado pelas mudanças que observamos em seu cérebro após oito semanas", assinalou a estudante de doutorado Tracy Bedrosian, coautora do estudo.

Segundo Randy Nelson, professor de neurociência e psicologia da OSU, "os resultados são significativos porque a luz utilizada não era intensa, e sim equivalente a de uma televisão em um quarto escuro".

Tracy explicou à Agência Efe que, embora não seja possível garantir que ocorra o mesmo efeito em um ser humano, o impacto da luz não varia em função do tamanho.

"Uma exposição crônica à luz pela noite é um fator relativamente novo na história da humanidade e não é natural, por isso reduzir a iluminação artificial enquanto dorme é conveniente", acrescentou.

O estudo foi realizado com hamsters siberianas sem ovários, para que os hormônios não interferissem nos resultados.

Metade delas foi introduzida em um habitáculo onde foram expostas a um ciclo de 16 horas de luz e oito horas de escuridão total, e a outra metade a 16 horas de luz diurna e oito horas de iluminação tênue.

Após oito semanas nessas condições, as hamsters que dormiram com luz durante a noite mostravam mais sintomas de depressão que as demais.

Os testes são os que as farmacêuticas normalmente fazem para experimentar remédios antidepressivos e contra a ansiedade, e também medem a quantidade de água doce bebida, afirma o estudo.

Normalmente os roedores gostam de beber água, mas os que têm sintomas de depressão não bebem tanto porque, aparentemente, não têm o mesmo prazer nas atividades.

Ao examinar o hipocampo dos hamsters depois do experimento, os cientistas comprovaram que os que dormiram com luz tinham uma densidade menor de espinhos dendríticos, finos prolongamentos das células cerebrais que transmitem mensagens de uma célula a outra.

"O hipocampo desempenha um papel importante na depressão e encontrar mudanças nessa região é significativo", afirmou Tracy.

No entanto, não foram encontradas diferenças entre os grupos quanto aos níveis de cortisol, hormônio do estresse que normalmente é associado às alterações no hipocampo.

Segundo os cientistas, a explicação mais plausível para as mudanças registradas no cérebro dos hamsters é uma deficiência de melatonina, hormônio que deixa de ser excretado quando há luz.

O próximo passo dos cientistas é analisar o papel do hormônio neste processo.

Os resultados coincidem com estudos anteriores nos quais Nelson e seus colegas descobriram que uma luz intensa constante pela noite está ligada a sintomas depressivos e a um aumento de peso em ratos.

(com Agência EFE)

Fonte: Revista VEJA

sábado, 13 de novembro de 2010

Scanners corporais de aeroportos podem causar câncer

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON

Os scanners corporais de raios-X, utilizados em alguns aeroportos, sobretudo nos Estados unidos, podem ser perigosos para a saúde, alertaram cientistas à AFP nesta sexta-feira (12).

"O risco é mínimo, segundo dizem, mas estatisticamente alguém vai contrair câncer de pele por causa destes raios-X", advertiu Michael Love, que chefia um laboratório que estuda os raios-X no departamento de biofísica da Universidade John Hopkins (Maryland, leste).

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"Nenhuma exposição a raios-X pode ser considerada benéfica. Sabemos que são perigosos, mas nos aeroportos as pessoas têm tal necessidade de viajar, que estão dispostas a arriscar a vida desta forma", disse.

Em 2007, o departamento americano encarregado da segurança nos transportes (TSA, na sigla em inglês) começou a utilizar estes scanners corporais, que mostram todo o corpo humano, nos aeroportos do país.

Seu uso se generalizou este ano, após a compra de 450 novos scanners, graças a fundos do plano de reativação americano.

Cerca de 315 novos scanners integrais de raios-X são usados atualmente em 65 aeroportos americanos, segundo a TSA.

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF) advertiu contra "os riscos potencialmente graves para a saúde" que representam estes scanners, em uma carta enviada em abril ao departamento de ciência e tecnologia da Casa Branca.

Na carta, o bioquímico John Sedat e seus colegas explicam que a maior parte da energia que provém destes scanners é absorvida pela pele e pelos tecidos subcutâneos.

O departamento de ciência e tecnologia da Casa Branca respondeu, esta semana, a estas preocupações dizendo que os scanners foram testados 'em profundidade' pelas agências governamentais americanas e respeitam as normas de segurança, resposta que a Sedat, consultada na sexta-feira pela AFP, considerou 'insuficiente'.

Folha de SP

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Especialista dá dicas

Especialista dá dicas para evitar e tratar varizes


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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Corantes utilizados nos alimentos podem ser um risco para a saúde

Corantes utilizados nos alimentos podem ser um risco para a saúde

Corantes artificiais também costumam passar despercebidos. Não é para menos. Nas embalagens, as letras são bem pequenas.

Na hora da refeição todos gostam de uma comida gostosa, bonita e colorida. Penar na mesa colorida dá água na boca. E nos supermercados muita gente não lê a embalagem do que leva para casa.

E é aí que está o problema, pois nem tudo que salta aos olhos faz bem para a saúde, pricipalmente o colorido demais. É preciso ter cuidado pois para chamar a atenção do consumidor as indústrias usam corantes que deixam os alimentos mais bonitos de se ver, alguns desses corantes são extraídos até de insetos.

Alimentos e bebidas que vendem mais nem sempre são os mais saudáveis. Isso porque, na hora de comprar, o consumidor leva em conta a aparência do produto. "Se estiver feio, eu não vou levar", revela um jovem.

E para realçar o visual das mercadorias, as indústrias de alimentos investem nos corantes. "Parece que é mais gostoso. Dá essa impressão", aponta uma senhora.

Um supermercado chegou a oferecer salsicha sem corante, mas não conseguiu vender nenhuma. É visível a diferença de cor entre a que tem e a que não tem corante. "O produto fica com uma apresentação feia sem o corante, e o consumidor acaba não comprando", afirma o gerente do supermercado Roberto Dias.

Para colorir os produtos, as indústrias utilizam até insetos. A cochonilha, uma praga das lavouras, vira corante natural para iogurtes. "Apesar de ele ser retirado de um inseto, ele é um corante puro, não acarreta risco ao seu uso e tem uma característica bastante importante. Ele é um corante bastante estável, diferente de vários outros corantes naturais que se degradam rapidamente”, diz o químico Paulo Carvalho, do Instituto de Tecnologia de Alimentos.

E os corantes artificiais também costumam passar despercebidos. Não é para menos. Nas embalagens, as letras são bem pequenas. "Eu tenho aqui o vermelho, que ele coloca vermelho 40. Então, ele é bem artificial. Como é que o leigo vai poder identificar esse tipo de corante, se é o melhor para o filho dela, para ela consumir”, afirma a nutricionista Roseli Rossi.

Os produtos que mais tem corantes artificiais são justamente aqueles muito consumidos pelas crianças: balas, doces refrigerantes. E os pais devem estar atentos, porque os corantes podem provocar problemas de saúde.

"Bronquite, problemas neurológicos, como déficit de atenção nas crianças, depressão, problemas de hiperatividade, distúrbios gástricos até chegar, inclusive, a um choque anafilático. O melhor mesmo seria a gente ir para a feira, comprar frutas, que sairiam muito mais barato e fazer o nosso próprio suco em casa que, com certeza, iríamos consumir muito mais vitaminas, minerais, deixando de consumir todas essas substâncias tóxicas que o nosso organismo não foi preparado para absorver, metabolizar e aproveitar”, diz a nutricionista Roseli Rossi.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/11/corantes-utilizados-nos-alimentos-podem-ser-um-risco-para-saude.html